Eliane Novais destaca renúncia papal e tema da Campanha da Fraternidade 2013
Por ALECE15/02/2013 15:04 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
A deputada Eliane Novais (PSB) comentou, durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (15/02), a renúncia do papa Bento XVI. Para ela, a decisão surpreendente do representante maior da Igreja Católica foi uma prova de humildade e de carinho com o povo.
“A decisão do Papa Bento XVI de renunciar foi elogiada não apenas pelos católicos, mas também pelos seus críticos, por ter sido considerada um gesto de humildade e coragem em reconhecer as limitações do próprio corpo; limitações estas que comprometem o vigor físico necessário para cumprir os deveres e as exigências do cargo. Penso que a sua renúncia é, de fato, um ensinamento religioso, por mostrar, de alguma maneira, desapego pelo poder”, avaliou.
Em aparte, o deputado Osmar Baquit (PSD) reforçou que a renúncia do papa foi um ato de grandeza. “Com isso, a Igreja tem a oportunidade de estar mais perto das pessoas, para que possa acompanhar seus anseios”, defendeu.
A parlamentar disse esperar que o sucessor de Bento XVI possa tomar esse sentimento de humildade como base para fortalecer o diálogo entre a Igreja e a sociedade em todo o mundo, especialmente nos países que ainda lutam para superar a pobreza.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Eliane Novais destacou também o lançamento da Campanha da Fraternidade 2013, na quarta-feira de Cinzas. O tema deste ano é “Fraternidade e Juventude”, e o lema, "Eis – me aqui, envia – me Senhor".
A parlamentar ressaltou que, de acordo com o texto-base da CF 2013, o objetivo geral da Campanha é “acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz”.
Para ela, o tema deste ano servirá como preparação para a Jornada Mundial da Juventude, em julho próximo, na cidade do Rio de Janeiro. “Mais uma vez a Igreja Católica acerta na escolha do tema. Os jovens somam hoje 56 milhões de habitantes em nosso País. No Ceará, são quase 2,5 milhões. Por serem agentes de transformação, os jovens devem ser respeitados e compreendidos como sujeitos de direitos e parte fundamental das soluções necessárias para os desafios da sociedade em que vivemos”, disse.
Ela lamentou que quase sempre os jovens são vistos como autores da violência urbana. “Na verdade, eles são a principal vítima de um modelo de sociedade desigual e excludente”, rebateu.
Para a deputada, a Campanha da Fraternidade também vai fortalecer a mobilização contra a redução da maioridade penal. “A reforma do Código Penal, que está em tramitação no Congresso Nacional, vai colocar novamente em pauta o debate sobre esse tema. A redução da maioridade penal - proposta repudiada pela Igreja Católica e pelos movimentos sociais do País – não é solução para a violência urbana no Brasil”, disse.
Em aparte, Ely Aguiar (PSDC) disse que é favorável à redução da maioridade penal. Ele afirmou que há um “escudo” protegendo os adolescentes criminosos e “isso não pode continuar, pois gera mais impunidade e violência”.
MM/CG
Veja também