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Eliane Novais destaca situação de cidades afetadas pela falta de água

Por ALECE
08/11/2013 17:45 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Eliane Novais (PSB) - Foto: Máximo Moura

A deputada Eliane Novais (PSB) destacou, durante o segundo expediente da sessão plenária desta sexta-feira (08/11), matéria veiculada hoje do jornal O Povo que chama atenção para 42 municípios cearenses que poderão entrar em colapso por falta d’água, caso não sejam realizadas ações emergenciais. Segundo ela, 22 municípios estão com uma reserva de água insatisfatória e correm risco de entrar em colapso ainda em 2013.

De acordo com a matéria, 18 cidades já vêm recebendo ações emergenciais. “Até o início de 2014, o risco de desabastecimento completo é iminente para outros dois municípios, totalizando 42 cidades à mercê de ajuda para não colapsar. Quatro delas já começaram a racionar água”, informou.

De acordo com a parlamentar, os dados fazem parte de relatório elaborado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), que aponta 26 açudes em situação crítica. “O documento indica também 25 mananciais (três rios e 22 açudes) que ainda têm condições de fornecer água e são fontes para instalação de adutoras e carregamento de carros-pipa, ações emergenciais propostas”, comentou.

Em aparte, o deputado Heitor Férrer (PDT) disse que o Cinturão das Águas, caso concluído, será de grande ajuda para a população, “mas que o Governo tem deixado a desejar no que diz respeito a políticas de recursos hídricos com resultados”. Para ele, “não adianta ficar com discurso de ‘estamos trabalhando nisso’ quando 22 cidades vão entrar em colapso ainda esse ano”.

Os deputados Paulo Facó (PTdoB), Camilo Santana (PT) e Júlio César Filho (PTN) destacaram as diversas políticas de recursos hídricos que o Governo tem realizado. Paulo Facó disse que o Governo tem investido na preservação de rios, nascentes e lençóis freáticos “o que é muito mais vantajoso. Será um recurso que teremos para sempre”, disse.

Júlio César Filho citou a criação de 132 estações de tratamento e as mais de 140 mil cisternas existentes no Estado. Camilo, por sua vez, afirmou que se não fosse pela interferência emergencial do Estado outros municípios já teriam entrado em colapso. “O Governo tem uma comitê que relacionou todos os municípios e seus graus de criticidade. Não fosse por isso muitas cidades já estariam sem água”, disse.
PE/AT

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