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Eliane Novais quer novo formato no debate com secretário Francisco Bezerra

Por ALECE
07/08/2013 14:09 | Atualizado há 2 meses

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Dep. Eliane Novais (PSB) - Foto: Paulo Rocha

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (07/08), a deputada Eliane Novais (PSB) fez um apelo para que a visita do secretário de Segurança Pública, Francisco Bezerra, ao plenário da Assembleia Legislativa obedeça a um formato diferente. De acordo com a parlamentar, o ideal seria que os deputados pudessem fazer seus questionamentos antes da apresentação do secretário sobre as ações da pasta. “É uma oportunidade rara de ouvirmos o secretário de segurança. Precisamos questionar o porquê dos altos investimentos não surtirem efeitos”, declarou.

Segundo Eliane Novais, os índices de criminalidade no Ceará mostram que a política de segurança pública do Governo do Estado é “um retumbante fracasso”. “A população vive uma onda de assaltos e violência jamais vista no Ceará. São taxas altíssimas de homicídios, que já superam os números da maior cidade do País (São Paulo) e uma quantidade enorme de roubos a bancos - só para citar os tipos de violência mais gritantes”, observou.

A deputada questionou os investimentos no programa Ronda do Quarteirão, que classificou como uma ferramenta de marketing, assim como a atuação do ex-ministro Ciro Gomes como consultor da Secretaria de Segurança.

Em aparte, o deputado Ferreira Aragão (PDT) afirmou que é preciso esquecer o viés político para resolver o problema da segurança pública. Uma das sugestões apontadas pelo parlamentar seria um “cinturão” no Nordeste, com o apoio de todos os governadores, para evitar a vinda de bandidos de outras regiões para cá.

O deputado Antonio Carlos (PT) afirmou que um dos pontos fundamentais a ser questionado ao secretário Francisco Bezerra é a dualidade de comando com a presença do ex-ministro Ciro Gomes na pasta. Também pediu aparte a deputada Fernanda Pessoa (PR). Ela afirmou que dinheiro mal investido e mal gasto, como foi na segurança do Ceará, também é crime.

Para o deputado Roberto Mesquita (PV), o governador Cid Gomes “vendeu gato por lebre” à população. “Ele criou um programa que humilhou os policiais militares ao contratar novatos e pagar diferenciadamente a eles”, afirmou. Mesquita acredita que o governador deveria ter mudado o programa quando percebeu que não estavam sendo gerados os resultados esperados.

O deputado João Jaime (PSDB) pediu aparte para dizer que nunca foi gasto tanto com segurança pública no Estado, mas os recursos foram mal aplicados e os resultados são esses números da violência.
HS/AT

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