Eliane solicita audiência para debater mudanças no Ronda do Quarteirão
Por ALECE29/10/2013 16:50 | Atualizado há 9 meses
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No segundo expediente da sessão plenária desta terça-feira (29/10), a deputada Eliane Novais (PSB) solicitou uma audiência pública para debater o programa Ronda do Quarteirão e suas possíveis mudanças. “O secretário da Segurança, Servilho de Paiva, afirmou em sua visita a esta Casa que faria mudanças no programa do Ronda, mas não deixou claro que mudanças seriam essas”, disse.
A parlamentar ressaltou a importância de debater mudanças nos programas da segurança pública. “É preciso fazer um debate aqui na Assembleia com a participação do povo. Esse assunto não pode ficar restrito aos deputados. Medidas urgentes precisam ser tomadas e o novo secretário está bem intencionado, motivado a mudar o panorama da área da segurança pública e disposto ao diálogo”, afirmou.
A deputada destacou o caso do assassinato da pedagoga, Andréa Aderaldo, esfaqueada pelo ex-marido e ex-suplente de vereador. “Segundo o jornal O Povo, que relatou passo a passo o acontecido, a demora no envio de socorro ao local onde se daria o homicídio e a dificuldade em se acionar uma viatura, apesar da enxurrada de telefonemas para o 190, podem ter contribuído para a morte de Andréa”, salientou.
Segundo Eliane Novais, a reportagem do O Povo, revela que vários chamados de socorro foram efetuados por moradores e vizinhos. “Mesmo avisando da gravidade do que estava acontecendo, o Ciops não conseguiu que as viaturas do Ronda chegassem ao local em tempo de evitar o assassinato trágico. Houve uma ineficiência de um serviço vital à vida dos cidadãos”, criticou.
A parlamentar frisou que uma das razões apontadas pela demora no atendimento da Polícia, além do número insuficiente do contingente policial, foi a ausência de veículos próximo ao local do crime. “O valor estimado de cada Hilux do Ronda é de R$ 150 mil reais. Os custos com a manutenção mecânica de cada viatura ultrapassam R$ 20 mil reais por ano. O processo licitatório é questionado até hoje. Será que com veículos mais baratos e de bom desempenho não teríamos mais viaturas nos bairros e um custo benéfico melhor?”, questionou.
A deputada afirmou ainda que no Ceará, entre 2010 e 2012, a quantidade de mulheres assassinadas saltou de 171 para 197, um aumento de 15%. “Na Capital, o crescimento foi de 14,9%: foram 67 homicídios em 2010 contra 77 em 2012”, informou.
Em aparte, o deputado Antonio Carlos (PT) parabenizou o pronunciamento da deputada e lamentou o caso da pedagoga assassinada. “O que chama atenção é que o crime poderia ter sido evitado se a Polícia tivesse chegado a tempo”, disse.
Já o deputado Augustinho Moreira (Pros) afirmou ser desnecessária uma audiência pública para debater a violência e mudanças no Ronda. “Não precisa disso, o problema é que a deputada quer resultados muito imediatos”, frisou.
O deputado José Sarto, líder do Governo, salientou que o secretario Servilho de Paiva já tomou conhecimento do caso da pedagoga e vai tomar medidas cabíveis. “Esse debate é proveitoso. A reportagem do O Povo vai ser ouvida juntamente com a população. O caso precisa ser investigado”, disse.
GM/CG
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