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Elmano questiona mensagem do Executivo de incentivo a termelétricas

Por ALECE
31/03/2016 15:31 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Elmano Freitas (PT) Dep. Elmano Freitas (PT) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Elmano Freitas (PT) se posicionou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (31/03), sobre a mensagem 7.953/16, de autoria do Poder Executivo, que tramita na Assembleia e propõe a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações internas relativas a gás natural para a produção de energia elétrica por usinas termelétricas instaladas no Estado. Para o parlamentar, “o Governo deveria priorizar a produção de energia solar e eólica como matriz energética”.

Segundo Elmano Freitas, o Ceará precisa adotar um modelo de energia que seja sustentável. “A produção de energia de uma termelétrica é cara, e ela tem um forte potencial de poluição ambiental. Vivemos em um estado que tem sol o ano inteiro, e temos a capacidade de deixar uma grande marca na questão ambiental, que é o incentivo à microprodução de energia”, destacou.

Ainda de acordo com o petista, “ao invés de incentivar a produção de energia por meio de termelétricas, poderíamos incentivar os cidadãos a terem placas de captação de energia solar. Com isso, o cidadão poderia receber pela energia que produz, ao invés de pagar pela energia consumida”.

Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) salientou que a Comissão de Meio Ambiente da Casa debate a proposta do Governo nesta tarde, em audiência pública. “Não adianta apostar em uma matriz energética que vem sendo abandonada em todo o mundo, pois precisamos apostar em uma transição energética que dialogue com as necessidades de sustentabilidade ambiental e democratização de acesso a energia”, pontuou Roseno.

Também em aparte, o deputado Danniel Oliveira (PMDB) cobrou a sensibilidade dos demais parlamentares da Casa na análise da matéria. “Torço para que esta Casa entenda que essa matéria não é benéfica para o Estado, pois existem maneiras mais novas e sustentáveis de produção energética”, assinalou.
RG/CG

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