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Ely Aguiar alerta para dados da violência no Estado

Por ALECE
07/12/2016 14:17 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Máximo Moura

O deputado Ely Aguiar (PSDC) avaliou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (07/12), a violência no Ceará. Ele chamou a atenção para os crimes de pistolagem que têm ocorrido no Interior e citou, especificamente, o caso do motorista do deputado federal Genecias Noronha (SD/CE), assassinado com dez tiros nesta semana, no município de Parambu.

Ely Aguiar lembrou que Aderlânia Noronha (SD) já havia feito pronunciamento na tribuna da AL sobre os crimes de pistolagem em Parambu, que, segundo ele, são recorrentes, e nunca são esclarecidos.

Na avaliação de Ely Aguiar, o Estado inteiro passa por uma onda de violência. “Temos tiroteios, ônibus incendiados, delegacias metralhadas, a Secretaria de Justiça foi metralhada, bancos assaltados, ataques a prédios públicos, fuga em massa, rebelião e morte em presídios e até uma granada foi jogada nas ruas de Fortaleza esses dias”, lembrou.

O parlamentar informou ainda que 276 pessoas foram assassinadas durante o mês de novembro, sendo oito deles agentes de segurança pública, 22 mulheres e 26 adolescentes.

“Não podemos engolir essas estatísticas que o Governo nos envia e achar que está havendo redução da violência. Está claro que isso é conversa para boi dormir”, criticou.

Além disso, Ely Aguiar esclareceu pronunciamento feito por ele nesta terça (06/12). Segundo ele, os jornais noticiaram que ele teria sido abordado por outro parlamentar com a proposta de mudar o voto na eleição da Mesa Diretora da AL. Ele afirmou que isso nunca aconteceu. “O que houve foi um acordo entre os deputados do meu bloco parlamentar, e nós escolhemos nossa opção. Não cumprimos orientação ou determinação de ninguém”, garantiu.

Sobre esse assunto, em aparte, o deputado Heitor Férrer (PSB) disse que teria sugerido essa interferência nos votos da eleição em um primeiro momento. Porém, afirmou que realmente não houve esse contato entre os parlamentares no sentido de “influenciar” o voto. “Houve apenas um erro de interpretação na minha fala, que talvez não tenha entrado em consonância com o que o deputado Ely (Aguiar) falou na sequência”, informou.

Já sobre o tema segurança, o deputado Capitão Wagner (PR) comentou que o assassinato em Parambu remete aos tempos do cangaço. Ele cobrou ações enérgicas do Governo do Estado e defendeu que, se o secretário da Segurança Pública não consegue se posicionar ante essa crise, deveria deixar o cargo.

O deputado Carlos Matos (PSDB) frisou que apenas 3% dos crimes cometidos no Ceará são solucionados. “Deveríamos formular um requerimento solicitando ao Governo do Estado a resolução, não apenas desse assassinato em Parambu, mas de todos os crimes cometidos”, solicitou.

Já o deputado Fernando Hugo (PP) considerou que o Governo tem feito esforços para melhorar a segurança do Estado. Entretanto, o parlamentar ponderou que o governador Camilo Santana “precisa entender que, ainda assim, não está bom. É preciso muito mais”.

PE/GS

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