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Ely Aguiar cobra criação de batalhão de divisas da PM

Por ALECE
29/11/2012 14:00 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Paulo Rocha

 

O deputado Ely Aguiar (PSDC) cobrou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (29/11), a criação de um batalhão de divisas da Polícia Militar para impedir a entrada de drogas e armas no Ceará. Segundo ele, esse tipo de destacamento de policiais é “uma maneira prática e simples de reduzir a criminalidade no Estado e de dar ao povo do Ceará uma maior sensação de segurança”.

O parlamentar é autor de um projeto de indicação já aprovado na Assembleia Legislativa, que propõe criar o novo batalhão. Ele quer que a proposta seja acatada pelo governador Cid Gomes. O projeto de indicação serve para que os parlamentares façam sugestões ao Executivo em relação a temas sobre os quais não podem legislar.

Ely Aguiar avalia que a principal causa da violência no Estado, sobretudo os homicídios, é a droga. Contudo, segundo ele, o tráfico de entorpecentes não é combatido de forma eficaz. “O que observamos são pequenas apreensões por parte da nossa policia. A droga entra em grande quantidade, mas imediatamente é diluída”, afirmou.

A criminalidade, de acordo com o parlamentar, é potencializada pela entrada de armas pelas divisas. “O Ceará não fabrica armas, não é produtor de cocaína e nem cultiva maconha, mas as drogas e as armas estão em todo canto do Estado”, disse.  

Em aparte, o deputado Ferreira Aragão (PDT) elogiou o projeto apresentado por Ely e também defendeu a criação do batalhão de divisas. O pedetista acrescentou ainda que são necessárias mais delegacias com regime de plantão 24 horas e aos fins de semana.

O deputado Moésio Loiola (PSD) ponderou que o governador Cid Gomes poderia ter “melhor sorte” com a política de segurança pública, já que os resultados estão aquém dos investimentos, segundo ele.  O deputado Roberto Mesquita (PV) disse que, talvez, nenhum outro governante tenha investido tanto em segurança como Cid, “mas os efeitos não apareceram”. “É hora de voltar a discutir”, sugeriu.
DA/AT

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