Oradores

Ely Aguiar comenta dados que apontam Ceará com maior filiação criminosa

Por ALECE
01/09/2017 15:23 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Deputado Ely Aguiar Deputado Ely Aguiar - Foto: Máximo Moura

O deputado Ely Aguiar (PSDC) comentou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (01/09), o levantamento realizado pelo Ministério Público de São Paulo que aponta o Ceará como o segundo estado do País em número de filiados de facção criminosa.

De acordo com o parlamentar, há muito tempo o Ceará perdeu o controle da segurança pública e vem assistindo o fortalecimento de organizações criminosas. “Isso apavora qualquer um. Perdemos o controle há muito tempo, e isso se deve ao nosso modelo de segurança pública e às nossas leis, que são bastante antiquadas”, opinou.

Ely Aguiar lembrou que, até hoje, os bloqueadores de sinal de celular não foram instalados nos presídios. Ele atribuiu o fato à falta de ação ao governador Camilo Santana. Para ele, foi falta de coragem do governador, pois Geraldo Alckmin, à frente do governo de São Paulo, instalou os bloqueadores nos presídios paulistas. “Sempre vimos aqui muita conversa e pouca ação. As pessoas continuam com medo de sair de casa e, apesar dos esforços, Camilo continua errando”, salientou.

Em aparte, a deputada Aderlânia Noronha (SD) relatou seu encontro, nesta quinta-feira, com o secretário de Segurança Pública, André Costa, em que o alertou da necessidade de um debate com a presença dele na Assembleia Legislativa. “Eu disse a ele o quanto seria importante a presença dele aqui, pois a população não acredita no trabalho da polícia. Vejam quantas cidades já tiveram suas agências bancárias assaltadas e não vemos a investigação resultar em nada”, ressaltou.

O deputado Carlos Felipe (PCdoB) concordou com os colegas, lamentando que, enquanto o Ceará é referência em educação, gestão financeira e turismo, não consegue avançar na segurança. “Todos nós reconhecemos as ações do Governo para melhorar a segurança pública do nosso Estado, mas precisamos parar e ver onde estamos errando. Sugiro a criação de um fórum para discutirmos isso com a sociedade, técnicos e especialistas”, apontou.

LA/AT

Veja também