Ely Aguiar critica sistema de segurança pública do Estado
Por ALECE24/04/2018 13:42 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Ely Aguiar (PSDC) criticou, nesta terça-feira (24/04), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, o sistema de segurança pública do Estado, diante do que julga ser uma escalada de violência. Como exemplo, citou a morte do empresário e dirigente esportivo Roberto Mamede Studart Soares. O crime ocorreu na avenida Santos Dumont, em Fortaleza, durante uma “saidinha bancária”, na tarde de segunda-feira (23/04).
Para o parlamentar, trata-se de mais uma vítima da violência epidêmica que se abate sobre o Ceará. “Esse Governo não conseguiu reduzir os índices, que só crescem. Até quando a população vai conviver com essa violência? Fortaleza e Interior estão apavorados”, disse.
Outro exemplo de violência, ocorrido recentemente, segundo Ely Aguiar, foi o caso de um ônibus de transporte de estudantes universitários de Baturité interceptado na CE-060, quando todos os passageiros foram assaltados. Ele lembrou ainda o assassinato ocorrido dias atrás na avenida Washington Soares. “Há caso até de aluno assassinado dentro da sala de aula”, frisou.
De acordo com o deputado, já ocorreram 1.653 homicídios esse ano no Ceará. “Também foram registrados 176 homicídios de mulheres. Estamos atravessando o momento mais triste da história. Mas não quero culpar o policial, mas a estrutura de segurança. O policial de rua é apenas cumpridor de ordem. Os números são estarrecedores”, acrescentou.
Para Ely Aguiar, a morte do empresário, em setor de classe média alta, em um corredor bancário, é só mais uma demonstração da ausência “completa” do Estado. “O que esperar de um estado que permite tais coisas?”, arguiu. Para ele, a situação é caótica, preocupante. “Os números estão aí para provar que a população está à mercê da violência, por incompetência do Governo do Estado", disse o parlamentar, assinalando que não vai se calar diante desses fatos.
A esses casos, o parlamentar acrescentou um assalto a um mercadinho de Massapê, em que a televisão mostrou os bandidos chegarem em moto e fazerem um “limpa” no estabelecimento. “Por que não se fala nas fugas em massa? Mais de 165 homens de alta periculosidade fugiram dos presídios. Quem gerencia é o Governo do Estado, mas não tem pulso sobre a situação, e o cidadão comum paga o pato”, observou.
Ely Aguiar reconhece que foram feitos grandes investimentos na área de segurança pública, mas os resultados não aparecem porque, segundo ele, o setor estaria mal gerenciado. “É preciso modificar a estrutura da segurança pública”, disse.
Em aparte, o deputado Heitor Férrer (SD) disse que os dados sobre a violência são concretos. “São 15 pessoas assassinadas por dia. Há a banalização da morte. Não há nenhuma política pública de repressão ou inclusão. A tendência é piorar o quadro, porque o Estado foi derrotado”, afirmou.
JS/AT
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