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Ely Aguiar denuncia situação de integrante da Banda Cabaçal Aniceto

Por ALECE
01/03/2016 14:33 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Ely Aguiar (PSDC) denunciou, nesta terça-feira (01/03), durante o primeiro expediente da sessão plenária, a situação de um dos integrantes da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, grupo folclórico e musical da cidade do Crato. Segundo relatou o parlamentar, o patriarca da banda, Raimundo Aniceto, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e “está entregue à própria sorte”.

Segundo o deputado, Raimundo está sem poder falar, por conta do acidente vascular, e necessita de cuidados para se recuperar. Por falta de recursos, não está tendo o devido acompanhamento. “Ele necessita de fisioterapia diariamente, fonoaudiólogo também. Era para ele receber a visita desses profissionais em casa”, disse. 

O parlamentar chamou a atenção do Governo para que seja prestada a devida assistência a Raimundo, que está “abandonado pelo Estado, pelo Poder Público e pela Prefeitura Municipal do Crato”. Ely Aguiar afirmou que, como foi escolhido mestre da cultura, o artista tem direito a receber uma verba, que não está sendo repassada.

O parlamentar destacou a contribuição e a importância da banda ao Estado. “É uma banda que representa não só a cultura do Crato, mas do Cariri e do próprio Ceará, com 200 anos de existência”, pontuou, lembrando que o grupo já se apresentou em vários países.

Para o parlamentar, o problema foi o teor do requerimento, de sua autoria, solicitando ao Governo, através das secretarias de Cultura e da Saúde, que prestem toda assistência ao seu Raimundo.

"Esse quadro que vossa excelência traz, de um cidadão conhecido, com status de mestre da cultura é semelhante a outros milhares do Ceará", observou, em aparte, o deputado Heitor Férrer (PSB). Segundo ele, de 200 países, o Brasil é décimo quarto a tomar dinheiro do cidadão, que não recebe praticamente nada em troca. "E o Ceará é o quarto do Nordeste em tributação. Não é justo quem paga tudo não ter nada”, afirmou.

O deputado Roberto Mesquita (PV) lembrou que o governador Camilo Santana garantiu que a cultura teria 1,5% da Receita Corrente Líquida (RCL), “o que seria um avanço enorme”. Ele destacou, no entanto, o pedido de demissão do ex-secretário de Cultura do Estado, Guilherme Sampaio, para registrar a forma com que está sendo tratado o setor no Estado. “Precisamos alertar a equipe (do Executivo) que o Governo já passou da fase juvenil. Precisamos sair do discurso e passar para a prática”, ponderou.

O deputado Danniel Oliveira (PMDB) afirmou que a situação do mestre da cultura “é exemplo de tantos outros que estão à margem da saúde, que é deficitária”.

O deputado Zé Ailton  Brasil (PP) discordou ao assegurar que o Governo está prestando toda a assistência por meio de uma equipe de profissionais. “Inclusive já tem um vídeo da filha dele agradecendo ao Governo do Estado”, acrescentou.

O deputado Renato Roseno (Psol) assinalou que o caso de Raimundo Aniceto é exemplo de como não se consegue garantir vida digna aos detentores da cultura no Ceará.
LS/AT

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