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Ely Aguiar discorda da contratação de médicos cubanos pelo Governo

Por ALECE
17/05/2013 14:39 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Paulo Rocha

A intenção de contratação de médicos cubanos e de outras nacionalidades pelo governo brasileiro foi o tema abordado pelo deputado Ely Aguiar (PSDC) durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (17/05). Para o parlamentar, a medida é desnecessária, “pois não faltam médicos brasileiros, e sim uma política de saúde que atenda tanto os profissionais quanto a população”.

O deputado questionou a aptidão desses profissionais, principalmente os cubanos. “Apenas 10% deles passaram no teste de validação do diploma”, disse, ressaltando a situação de Cuba, “um país sucateado e cuja qualificação profissional deve ser inferior à nossa”.

Além dessa problemática, Ely destacou, ainda, a questão do idioma e do desconhecimento desses profissionais dos nossos medicamentos e moléstias. “Tem que se criar um programa de incentivo aos médicos do Interior para que atendam a população, pois temos médicos de sobra; o que falta é estímulo”, disse.

Em aparte, os deputados Roberto Mesquita (PV), Paulo Facó (PTdoB), Dra. Silvana (PMDB) e Mirian Sobreira (PSB) também se manifestaram contra a medida, alegando a necessidade de políticas de valorização do profissional brasileiro.

Silvana lembrou o projeto de lei de sua autoria, rejeitado pela Casa, que propunha concurso para médicos residentes no interior do Estado, com contratação imediata pelo Governo. A proposta, segundo ela, garantiria a presença de profissionais de diversas especialidades no Interior e amenizaria o problema da falta de profissionais de saúde.

Para Mirian, trata-se de mais um meio de o Governo “sair pela tangente” e fugir de debates mais importantes, como a questão do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); enquanto para Roberto Mesquita e Paulo Facó, o ponto preocupante é a qualificação desses profissionais. “Na verdade, não tenho nada contra, mas sou a favor de que sejam, ao menos, profissionais tão qualificados quanto os nossos”, ponderou Mesquita.

Já o deputado Antonio Carlos (PT) afirmou que o Brasil não tem médicos com diploma suficientes para suprir a demanda, e que esses profissionais “são necessários”. “Que façam os testes de aptidão, mas eles vão ser necessários em breve. Com todos esses novos equipamentos que o Governo Federal e os governos estaduais vêm inaugurando, a demanda irá crescer”, argumentou.
PE/CG

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