Ely Aguiar mostra-se preocupado com incêndios na Chapada do Araripe
Por ALECE10/11/2015 14:48 | Atualizado há 10 meses
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Os constantes incêndios ocorridos na Chapada do Araripe, região do Cariri, foram citados, nesta terça-feira (10/11), pelo deputado Ely Aguiar (PSDC), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa. O parlamentar informou que a Chapada, área de preservação ambiental protegida por lei federal, sofreu ação criminosa no último final de semana. “O incêndio destruiu, em três dias, o que a natureza levou anos para construir”, disse, cobrando providências.
O parlamentar destacou que há carência de efetivo e poucas condições de trabalho por parte do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). “O Instituto está sem apoio, recurso e pessoal e não tem condição de fiscalizar 180 quilômetros de extensão”, acrescentou. O deputado sugeriu um trabalho de vigilância constante.
Segundo Ely Aguiar, a área já foi atingida em 1990, 2010, 2011 e, agora, em 2015. “É uma área considerada como o maior parque de preservação ambiental do Nordeste. Três leis federais protegem a área, e ninguém vê nenhuma ação efetiva por parte do Governo Federal”, disse.
Ely Aguiar lembrou que o sítio arqueológico, localizado na divisa dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco, tem fósseis de animais pré-históricos que estão comprometidos por conta dos incêndios. “É inaceitável”, afirmou. Ele acrescentou que foram catalogadas 290 espécies de aves diferentes. Todas ameaçadas. “Lá nós temos as maiores minas de calcário do Nordeste”, comentou.
Na Chapada do Araripe, conforme o deputado, são 348 fontes de águas perenes e cristalinas, próprias para consumo humano. “É a chapada que abastece quase toda a região do Cariri”, pontuou.
Em aparte, os deputados Capitão Wagner (PR) e Dr. Santana (PT) endossaram a preocupação de Ely Aguiar. Capitão Wagner disse que os bombeiros que fizeram o trabalho para conter as chamas foram os de municípios do Crato, Juazeiro do Norte e Iguatu. Segundo ele, a corporação passa por dificuldades, com a falta de efetivo e de condições de atuação. Já Dr. Santana disse que a preocupação com a área é justa e lembrou que os geossítios do Horto do Cariri estão sendo destruídos por pedreiras. “E os órgãos de fiscalização não estão vendo ou estão sem condições”, lamentou.
LS/AT
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