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Ely Aguiar questiona se há boicote no sistema de segurança pública

Por ALECE
15/05/2013 14:52 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Maximo Moura

O deputado Ely Aguiar (PSDC) fez pronunciamento nesta quarta-feira (15/05), durante o primeiro expediente da sessão plenária, para questionar se há boicote no sistema de segurança pública do Estado. Segundo ele, somente no ano passado, o Estado investiu R$ 1,4 bilhão no setor, e os índices de violência têm crescido em todas as cidades do Ceará.

“Fortaleza está em pânico. O Ronda do Quarteirão foi para o beleléu. É um programa esvaziado. As motos, antes utilizadas, foram retiradas, o número de policiais dentro das viaturas foi reduzido”, pontuou.

Ely avaliou que o assassinato de um jovem de 25 anos, ocorrido ontem à noite, só aconteceu porque não havia policiamento na avenida Washington Soares, local do crime. “Estão os policiais boicotando o programa”? Perguntou o parlamentar, lembrando que o local onde ocorreu o crime é muito movimentado e deveria haver um policiamento ostensivo para evitar crimes. “A situação, em termos de segurança, é a pior da história do Estado. Nunca se viu isso. O Governo está procurando alternativas, mas será que o secretário não está sendo vítima de boicote”? Arguiu novamente.

O deputado lembrou que, no final de semana, foram registrados 14 homicídios. “No ano passado, foram 843 assassinatos, números equivalentes ao de Serra Leoa, que está em guerra civil”, lembrou.

De acordo com o parlamentar, surgiu um grupo, “que não tem nada a ver com política”, denominado “Fortaleza apavorada”, para buscar alternativas de segurança. “Todas as pessoas estampam medo na cara. É a maior sensação de insegurança da história do Estado”, avaliou o deputado.

O deputado lembrou que o policiamento teve contingente aumentado e várias casas de detenções foram construídas. No entanto, segundo ele, não há fiscalização na entrada de armas no Ceará, pelas divisas. “A porteira está aberta, e por isso armas entram e saem do Estado a todo o momento. Ninguém é vistoriado”, afirmou.

Ely Aguiar lembrou ainda que há medidas adotadas pelos poderes públicos que facilitam a ação dos marginais. Entre essas, apontou a colocação de um sinal em cima de uma ponte no Bom Jardim. “Lá fica a fila de carros e os bandidos assaltam sem serem importunados. É a Fortaleza de hoje”, pontou.

Em aparte, o deputado Heitor Férrer (PDT) lembrou que ontem se pronunciou sobre o tema quando reafirmou que o modelo de segurança concebido fracassou com o Ronda.

O deputado Vasques Landim (PR) disse que ninguém é míope para não enxergar a matança desenfreada no Estado. “No Cariri são mais de 110 homicídios esse ano. Nós não temos uma política de segurança pública nacional. Se não existe no País, nos estados brasileiros a situação é pior”. O deputado Antonio Carlos (PT) considerou que há um aumento significativo da violência que coloca o Ceará em estado de alerta.”Os investimentos são insofismáveis, mas o resultado foi um retumbante fracasso” avaliou.
JS/CG

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