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Ely Aguiar sugere convênio com a OAB para reciclagem da Polícia

Por ALECE
04/04/2013 14:12 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Ely Aguiar (PSDC) propôs, nesta quinta-feira (04/04), durante o primeiro expediente da sessão plenária, que o Governo do Estado firme parceria com a OAB para a promoção de cursos, com o objetivo de orientar delegados, policiais e escrivães em processos policiais. De acordo com o parlamentar, a iniciativa poderia contrariar a máxima popular de que “a Polícia prende e a Justiça solta”, já que muitos advogados se valem de erros burocráticos para conseguir a soltura dos clientes.

“Há a necessidade de nos aprimoramos sempre”, argumentou Ely Aguiar ao sugerir o convênio. “Temos grandes criminalistas para ministrar cursos para delegados, escrivães, de modo que possamos inclusive incentivá-los a estudar Direito, concluir seus cursos em andamento e valorizar o conhecimento e a reciclagem”, declarou. Ele lembrou ainda que a iniciativa pode evitar que inquéritos sejam mal feitos e evitem a prescrição dos crimes. “Há necessidade de uma mudança mais profunda para evitar o crescimento da violência no País”, afirmou.

Em aparte, o deputado João Jayme (PSDB) lembrou que é preciso rever a lei da maioridade, pois, atualmente, não se contratam mais pistoleiros e sim adolescentes menores de 18 anos para cometer crimes, pois eles cumprem pena apenas até completar a maioridade. “Não é a razão do aumento da violência, mas é uma das causas”, disse.

Também em aparte, o deputado Ronaldo Martins (PRB) afirmou que conhece muitos processos bem montados que impedem que os advogados consigam a liberdade dos presos. Para ele, é preciso ver como estão sendo feitos os Boletins de Ocorrência (BOs) e os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).

O deputado Welington Landim (PSB) também pediu aparte para dizer que tem convicção plena de que várias atitudes precisam ser tomadas com o serviço da inteligência da Polícia, em relação ao tráfico de drogas. Ele sugeriu ações rápidas, a exemplo do Rio de Janeiro, e citou os inquéritos mal feitos e a falta de interesse de profissionais mais velhos da Polícia.
HS/CG

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