Ely cobra participação da sociedade no debate da reforma política
Por ALECE10/08/2017 14:27 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Ely Aguiar (PSDC) defendeu, nesta quinta-feira (10/08), durante o primeiro expediente da sessão plenária, a participação da sociedade na discussão da reforma política. “A reforma política, da forma que está sendo elaborada, estão empurrando goela abaixo, sem a participação de diversos segmentos da sociedade. A população tem que participar desse processo", afirmou.
Para ele, a proposta está sendo debatida de maneira excludente, fortalecendo o poder dos grandes partidos e de seu líderes e institucionalizando o abuso do poder econômico, com dinheiro público. “A forma como está sendo elaborado é uma forma de acabar com os pequenos e perpetuar no poder aqueles que já estão e que participaram de todo tipo de falcatrua”, disse.
O deputado informou que a comissão da Câmara que discute mudanças no sistema eleitoral aprovou, na madrugada desta quinta-feira (10/08), emenda que estabelece o chamado "distritão" nas eleições de 2018 e de 2020 para a escolha de deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Além disso, aprovou fundo partidário no valor de R$ 3,6 bilhões.
“Considero esse financiamento público de campanha um saque aos cofres públicos. Falta dinheiro para a educação, para a saúde, para gerar emprego e, no entanto, o Governo e a Câmara Federal querem tirar do bolso do contribuinte R$ 3,6 bilhões para patrocinar campanha desses políticos que estão aí”, disse.
Em relação ao distritão, o parlamentar avaliou que retira a possibilidade de determinados segmentos da sociedade terem representantes nas câmaras municipais, estaduais e federal. “Só entrarão aqueles de alto poder aquisitivo ou aqueles que utilizam a máquina do governo para conseguir se eleger. Acaba matando a política, deixando-a totalmente elitista, e é isso que vai acontecer com esse distritão”, ponderou.
Ely Aguiar acredita que a medida vai impactar também na representação feminina nos parlamentos brasileiros. “Com o distritão, a figura da mulher praticamente vai desaparecer da política brasileira. Se for olhar hoje, dos deputados federais, que são mais de 500, apenas 56 são mulheres. Destas, apenas três conseguiram se eleger por maioria de votos de forma absoluta. Então, isso vai reduzir o número de mulheres nas assembleias, nas câmaras municipais, Câmara Federal e Senado”, pontuou.
LS/AT
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