Ely defende prisão de dirigente do Partido dos Trabalhadores
Por ALECE27/06/2017 14:40 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Ely Aguiar (PSDC) criticou, nesta terça-feira (27/06), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, as declarações feitas pelo dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, ao jornal Folha de São Paulo. De acordo com Ely, o petista teria defendido que a população vá ao confronto aberto nas ruas se o ex-presidente Lula for condenado e preso. “Ele era para ser preso imediatamente, em nome da democracia e da ordem”, frisou o deputado.
Na avaliação de Ely Aguiar, vivemos tempos de baderna, com o número de homicídios alarmante, chegando a 70 mil assassinatos por ano no País. O deputado condenou qualquer forma de desrespeito às leis, que poderá agravar ainda mais a situação. “Esse Quaquá, com certeza, desconhece a Constituição. Se ele falasse isso na Rússia ou na Coreia do Norte, seria prisão perpétua”, assinalou.
Ely Aguiar citou também declaração atribuída ao comandante das Forças Armadas, general Vilas Boas, de "que vivemos momentos delicados e uma crise de valores e de ética". “A Constituição bem ou mal nos levará a um futuro promissor. Não há atalhos fora do texto constitucional”, teria dito o general, segundo o deputado.
O parlamentar avaliou ainda que o consumo de drogas no Brasil é um dos maiores do mundo, e as autoridades estão de braços cruzados, como se nada estivesse acontecendo. “Quem vai assistir a um jogo, em estádio de futebol, o que vê é uma guerra, se vai a uma festa, é assaltado”, acrescentou.
Ely Aguiar considerou ainda que alguns estão procurando equilibrar o País, e as eleições estão se aproximando, dentro do processo democrático. “Muitos políticos vão receber um chute da população, porque não estiveram a serviço da população”, disse.
O parlamentar lembrou que alguns setores estão pedindo a prisão do Aécio, “mas o Lula não pode ser preso?” perguntou. Para ele, a lei tem de ser para todos que cometem delitos. “Há a necessidade de se respeitar as instituições. Não podemos aceitar que se pregue a desordem ou uma luta armada. Queremos o cumprimento da lei e da ordem”. O parlamentar também disse que é contra eleições diretas neste momento.
JS/AT
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