Fernanda Pessoa critica demora nas ações de combate à seca
Por ALECE22/05/2013 17:01 | Atualizado há 9 meses
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No segundo expediente desta quarta-feira (22/05), a deputada Fernanda Pessoa (PR) cobrou do Governo do Estado e Governo Federal maior eficiência para colocar em prática as ações de combate aos efeitos da seca no Estado.
A deputada citou os problemas que as populações de todo o Interior estão sofrendo como falta d’água, rebanhos inteiros que estão morrendo sem alimento, carros-pipa não chegam às comunidades mais distantes, poços secos ou com água imprópria para consumo, as dívidas crescentes e até casos de sertanejos tentando suicídio. Segundo ela, a seca atinge 1,9 milhão de pessoas no Estado e muito se fala, muito se promete e nada é efetivamente feito.
Fernanda Pessoa destacou ainda que o milho prometido pela presidente Dilma Rousseff não chegou. “Tenho um requerimento solicitando milho ao nosso Estado de setembro do ano passado. Na contramão com a nossa atual realidade, o Brasil está tornando-se o maior exportador mundial de milho deste ano”, disse. Conforme ainda a parlamentar, as 30 mil toneladas prometidas são insuficientes para atender os 36 mil produtores rurais aptos a comprar, que necessitam de 70 mil toneladas de milho. Além disso, ela pontuou que os produtores precisam de dinheiro para comprar as sacas de milhos, que estão custando de R$ 18 a R$ 21 cada saca de 70 quilos de milho, um preço considerado alto tendo em vista as dívidas e os prejuízos sofridos com a seca.
A deputada também enfatizou que os carros-pipas não atendem a todos que precisam, e que as perfuratrizes não dão conta das demandas, pois a quantidade de máquinas é insuficiente e há máquinas quebradas.
Para Fernanda Pessoa, a seca não é um fato imprevisível e já é conhecida no Estado há séculos, mas as políticas públicas esbarram nas burocracias e não resolvem o problema efetivamente.
Finalizando, a deputada pediu apoio da bancada federal do Nordeste, e dos parlamentares cearenses para o perdão das dívidas dos sertanejos afetados pela estiagem. A parlamentar destacou que entre 50 e 60 mil produtores cearenses estão tendo dívidas executadas pelo Banco do Nordeste, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará. Técnicos da entidade dizem já ter ouvido nos últimos meses notícias de agricultores endividados que teriam cometido suicídio, revelou.
Em aparte, o deputado Antonio Carlos (PT) ressaltou as ações do Governo Federal e afirmou que a maior parte dos recursos para combater os efeitos da seca vem da presidência.
Dra. Silvana (PMDB) também aparteou, explicando que ficou surpresa, pois achava que o milho prometido pela presidente Dilma Rousseff seria distribuído gratuitamente, e agora sabe que não tem milho disponível nem para aqueles que estão dispostos a comprar.
JM/CG
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