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Fernanda Pessoa destaca Semana de Atenção ao Aleitamento Materno

Por ALECE
06/08/2015 15:24 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Fernanda Pessoa (PR) Dep. Fernanda Pessoa (PR) - Foto: Maximo Moura

A deputada Fernanda Pessoa (PR) destacou, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (06/08), a Semana de Atenção ao Aleitamento Materno. A iniciativa procura sensibilizar mulheres, mães, empregadores e governante sobre a importância do ato.

Neste ano, a Semana Mundial da Amamentação, promovida pela Aliança Mundial em Ação para o Aleitamento Materno, que reúne organizações em 120 países dos cinco continentes, lança o tema: “Amamentação e trabalho: para dar certo o compromisso é de todos”.

A parlamentar fez um comparativo entre o cotidiano da mulher do passado e o da atual em relação ao acúmulo de funções. “Com a nova rotina, as mães precisam sair cada vez mais cedo de casa para trabalhar e suspendem a alimentação materna, substituindo-a pela industrializada, com mamadeiras de leite em pó. Porém, os estudos apresentam claramente grandes desvantagens desse tipo de alimentação e recomendam a amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida do bebê”, alertou.

Fernanda Pessoa lembrou ainda que é um direito da mãe, segundo a Constituição Federal, a licença de seis meses para garantir a amamentação tranquila da criança. A parlamentar fez um apelo aos empregadores para liberar suas funcionárias, a fim de que possam amamentar, e observou que acabam sendo beneficiados com um melhor rendimento da mãe no trabalho.

De acordo com a deputada, pesquisas revelaram que o aleitamento reduz em até 13% a mortalidade das crianças menores de cinco anos de idade. No entanto, mesmo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde de manter o aleitamento materno exclusivo por seis meses, a média brasileira está muito longe disso. “No Ceará, segundo dados do Sistema de Informação da Atenção Básica, em 2014, o aleitamento materno exclusivo até os quatro meses foi de 68,7%, considerado bom. Mas, infelizmente, esse indicador vem diminuindo. Em 2007, foram 71, 5% e, em 2010, 70,9%. Agora caímos para 68,7%”, apontou.

A deputada ressaltou que o leite materno é insubstituível e, por isso, deve-se chamar a atenção para a necessidade do estímulo permanente e constante da amamentação. “Precisamos assegurar tratamento diferenciado e efetivo para a população feminina, priorizando ações públicas que ofereçam acesso a serviços de saúde de boa qualidade a todas as mulheres gestantes. Amamentar é um ato de amor”, declarou.
LA/AT

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