Fernando Hugo comenta ações do Governo Temer
Por ALECE02/08/2017 13:40 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Fernando Hugo (PP) comentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (02/08), sobre a votação de hoje na Câmara Federal que pode autorizar o prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. “Apesar das graves denúncias de corrupção envolvendo o presidente, é preciso levar em consideração que o Governo Temer administrativamente é bom”, assinalou.
Na avaliação de Fernando Hugo, o presidente assumiu o Poder de forma constitucional e legal, e se deparou com um país em estado crítico, tentando reanimá-lo com reformas há muito tempo necessárias. “O Michel Temer é um constitucionalista, um homem inteligente, e teve uma grande audácia de apresentar reformas que mexeram com a brasilidade em sentido amplo”, apontou.
O parlamentar destacou as reformas educacional e trabalhista, além da proposta de emenda constitucional (PEC) que congela gastos públicos por 20 anos, como conquistas a serem reconhecidas do governo Temer.
“A reforma do Ensino Médio era algo secularmente discutida e ninguém nunca havia tido a coragem de propô-la nos moldes que foi feita. Enquanto a PEC do congelamento de gastos permite a contenção responsável dos recursos públicos; e a reforma trabalhista fará bem demais aos trabalhadores”, salientou o deputado.
"A reforma previdenciária, também muito necessária, encontra-se engasgada, e a mais necessária de todas, a modeladora do País, que é a reforma política, clama por sua concretização”, acrescentou.
Em aparte, o deputado Joaquim Noronha (PRP) endossou as colocações de Fernando Hugo, considerando que, independente, dos níveis de aprovação do presidente Temer, ele conseguiu avançar em uma agenda reformista há muito tempo pedida.
Para ele, ao aprovar no Congresso algumas reformas, este governo já entrou para a história. “Se há um descontentamento com a figura do presidente e do seu entorno, que mudemos então o nosso sistema de governo de presidencialista para parlamentarista, pois não podemos vulnerabilizar o cargo de presidente da República, que representa todos os brasileiros. Quando o cargo se torna frágil, toda a nação se fragiliza”, pontuou Joaquim Noronha.
RG/AT
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