Fernando Hugo discorda da liberação de bebidas alcoólicas nos estádios
Por ALECE04/10/2017 14:00 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Fernando Hugo (PP) se posicionou contrário, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (04/10), à comercialização e ao consumo de bebidas alcoólicas em estádios e praças esportivas no Ceará. Para o parlamentar, “a ingestão sequencial de álcool leva à embriaguez. No caso de insanos e irracionais, expressar a sua torcida por um time pode levar a atos de violência nos estádios".
De acordo com Fernando Hugo, a cerveja não é a única responsável pelos casos de violência nas arenas esportivas e entorno, mas apresenta uma significativa contribuição para isso ao estimular e potencializar variações de comportamento dos torcedores.
“Quero o melhor, pela paz nos estádios, e devemos analisar com sensibilidade a proposta que tramita nesta Casa autorizando o comércio e consumo de bebida alcoólica nas praças esportivas, pois infringe o Estatuto do Torcedor, que é o documento mais importante para regular a vida futebolística no Brasil”, apontou o deputado.
Ainda segundo ele, é um equívoco comparar a venda de bebidas alcoólicas em praças esportivas com a de festas e shows. “A animosidade nesses eventos não é de confronto, de adversidade e até de inimizade, como acontece nos estádios”, considerou.
Em aparte, a deputada Mirian Sobreira (PDT) observou que “querer dizer que o álcool no estádio não causa violência é de uma falta de sensibilidade e racionalidade enorme".
O deputado Dr. Santana (PT) manifestou preocupação com os efeitos que o consumo de álcool pode causar, especialmente em ambientes como praças esportivas. “O problema não é o álcool nos estádios, é o álcool de forma geral como um elemento que contribui para o aumento da violência em vários segmentos. Imagine diante de uma situação de nervos à flor da pele, como uma partida de futebol”, salientou.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) destacou que muitos dos episódios de violência registrados no entorno do estádio Castelão não têm relação direta com o consumo de bebidas alcoólicas. “Esses confrontos ocorrem porque determinados indivíduos ligados a torcidas organizadas marcam previamente encontros no entorno do estádio para se agredirem, independentemente da bebida”, ressaltou.
Para o deputado Gony Arruda (PSD), 90% das pessoas que frequentam estádios são favoráveis à liberação de bebidas alcoólicas nesses locais. “Todos nós sabemos dos efeitos do álcool, mas porque só o futebol é alvo dessa proibição, enquanto em outros ambientes é aceitável?”, questionou.
O deputado Ferreira Aragão (PDT) acrescentou que, em eventos como shows, as pessoas estão alegres e confraternizando, enquanto em estádios os nervos estão à flor da pele, e o álcool é um elemento que pode aumentar a violência.
Já a deputada Dra. Silvana (PMDB) considerou que o esporte deve estimular boas práticas e bons exemplos. “O esporte deve ser ensinado como um caminho de libertação das drogas, de desfrute do espetáculo, e o álcool é a droga que mais mata”, pontuou.
RG/AT
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