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Heitor diz que aumento da violência comprova fracasso da segurança no CE

Por ALECE
05/11/2013 14:54 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Heitor Férrer (PDT) - Foto: Máximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (05/11), o deputado Heitor Férrer (PDT) afirmou que o aumento da violência no Ceará comprova o fracasso da política de segurança do atual Governo. Segundo ele, os investimentos bilionários feitos pelo governador Cid Gomes na área não foram suficientes para reverter o quadro no qual se encontra o Estado.

Ao mencionar dados enviados pelas secretarias de segurança das 27 unidades da federação para o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), informou que os estados do Norte e Nordeste seguem liderando o ranking de homicídios no Brasil. Segundo ele, o Ceará ficou em terceiro lugar, com 42,5 casos por 100 mil habitantes, antecedido por Alagoas, na primeira posição (61,8), e Pará, que subiu para a segunda colocação, com 44 por 100 mil.

“Da 11ª colocação em 2011, passamos agora para terceira posição. O terceiro estado onde se matam mais pessoas. Portanto, justificar que os investimentos feitos pelo governador são bilionários é ainda mais robustecer o fracasso”, avaliou.

Conforme ele, logo que Cid Gomes assumiu, em 2006, o número de assassinatos era de 1.229, passando para 3.657, em 2012. “Um aumento de 103% ao longo desses anos”, contabilizou, acrescentando que, em dez anos, o acréscimo da violência foi de 79,9% no número de homicídios, enquanto que, nos últimos cinco anos do governo Cid, o aumento foi de 77%.

Em relação ao programa Ronda do Quarteirão, o parlamentar reclamou dos altos custos das Hilux, criticando o governador por ter dado prioridade a maquinários em detrimento de equipamentos como coletes e revólveres. “Há falta de planejamento, daí as frustrações nas mais diversas áreas”, salientou.

O parlamentar destacou ainda que “praticamente nada” foi investido em política de combate às drogas, “um dos maiores geradores da violência”.

Em aparte, o deputado Osmar Baquit (PSD) discordou que a aplicação de recursos na área seja responsável pelo aumento da violência, condicionando esta à falta de uma política pública de combate às drogas e fortalecimento das fronteiras. “Oitenta por cento (dos casos) é a falta ainda de uma política especializada no combate às drogas”, disse.
LS/CG

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