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Heitor diz que há superfaturamento na contratação de artistas no Ceará

Por ALECE
20/09/2013 15:30 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Heitor Ferrer (PDT) - Foto: Paulo Rocha

Em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (20/09), o deputado Heitor Férrer (PDT) destacou um possível superfaturamento na contratação de artistas no Ceará. Ele ressaltou matéria veiculada hoje no jornal Folha de São Paulo que afirma que o “Ceará paga oito vezes mais por artistas de projeção nacional” para o projeto Férias no Ceará. De acordo com Heitor, o Ministério Público Federal já detectou irregularidades nas contratações dos artistas, e muitos deles, ainda conforme o parlamentar, “não receberam o valor publicado no Diário Oficial”.

O parlamentar resgatou a polêmica que houve no início deste ano, quando denunciou que o Governo Cid Gomes patrocinava “uma farra de contratação de bandas de forró e artistas nacionais”, contabilizando, entre outubro de 2007 e dezembro de 2012, “um gasto de R$ 86.173.964,00 do dinheiro público”. “Já nessa época eu achava isso um absurdo, e continuo achando”, frisou.

O pedetista informou que, conforme investigação iniciada pelo Ministério Público, o Governo cearense “paga R$ 220 mil a artistas pelo mesmo show que, em outras cidades, custa R$ 100 mil”. Ele destacou matéria publicada no jornal O Povo que mostra cantores como Nando Reis, cujos shows em Brasília custam em torno dos R$ 70 mil, cobrando R$ 115 mil para apresentações no Ceará.

Ele informou ainda que os produtores de muitos artistas negaram ter recebido o valor publicado no Diário Oficial. Conforme explicou, “o Governo publicou no Diário Oficial quatro shows do Gilberto Gil, custando R$ 220 mil cada um, enquanto a produtora afirma que só recebeu R$ 240 mil pelos quatro shows juntos”. “O que houve com esse dinheiro e que produtoras são essas?”, questionou a deputada Eliane Novais (PSB) em aparte.

O líder do Governo na Casa, deputado José Sarto (PSB), defendeu que os valores não cobrem apenas o cachê dos artistas, mas toda a infraestrutura, logística e mão de obra. “Palco, iluminação, transporte, hospedagem, esse dinheiro engloba tudo isso”, disse.
PE/CG

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