Oradores

Heitor diz que recursos gastos em obras supérfluas faltam para saúde

Por ALECE
22/02/2017 15:00 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Heitor Férrer (PSB) Dep. Heitor Férrer (PSB) - Foto: Máximo Moura

O deputado Heitor Férrer (PSB) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (22/02), recursos públicos direcionados para obras que considera supérfluas pela gestão anterior do Governo Estadual, enquanto agora falta dinheiro para o setor de saúde. Segundo ele, pelo menos três hospitais estão ameaçando fechar as portas.

“O Centro de Formação Olímpica, que custou, no governo Cid Gomes, R$ 207 milhões, não está servindo para nada. No aquário foram enterrados R$ 144 milhões. Os tatutozões adquiridos para construir a linha leste do metrô, que custaram R$ 137 milhões, continuam encaixotados, sem cavar um metro de buraco, citou”.

Além desses investimentos, Heitor Férrer disse que o Estado está pagando R$ 130 mil de energia elétrica para  o Centro de Formação Olímpica, mesmo sem funcionar. “O editorial do jornal O Povo disse que esse é um exemplo do que não deve ser feito. Foi tirado dinheiro do pobre bolso dos cearenses e, mesmo assim, não se formou um único atleta.

O deputado considerou que, se os investimentos tivessem produzido frutos, poderia até ser aceitável o que foi gasto. Porém, “estamos assistindo ao enterro de recursos, e três hospitais fechando as portas, porque não há dinheiro para custeio, o hospital de Aracati, o hospital de Barbalha e o Instituto do Câncer".

Para Heitor Férrer, o fechamento de unidades hospitalares significa a decretação de morte dos pacientes que buscam tratamento e não encontram. ”É inaceitável que o Estado não socorra esses municípios. O paciente que está morrendo é o mesmo cidadão que paga os impostos e tem o direito à saúde”, observou.

De acordo com o parlamentar, o Ceará viveu o exemplo do Egito antigo, só que não guardou nada do tempo das vacas gordas, para quando viessem as vacas magras. “Era preciso que se economizasse o dinheiro gasto em obras faraônicas para salvar a vida de pessoas. O Governo nega recursos para a saúde e esbanja em equipamentos supérfluos, quadras esportivas climatizadas, e o povo morrendo nas filas dos hospitais”, afirmou.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) disse que, em Barbalha, há débito da União de R$ 1,5 milhão, por conta de atraso dos repasses. Ele declarou ainda que o Ceará é o 22º estado do Brasil que menos recebe repasses per capita para procedimentos médicos de alta e média complexidade. “Recebemos 15%, em média, do que recebe Pernambuco”, acrescentou.

O deputado Leonardo Araújo (PMDB) disse que há obras faraônicas no Ceará a serviço do nada. “O desenvolvimento precisa ser atrelado às necessidades básicas da população carente”, assinalou. 

O deputado Odilon Aguiar (PMB) afirmou que as máquinas perfuratrizes compradas pelo Governo do Estado estão todas paradas. O deputado Danniel Oliveira (PMDB) disse que o ex-governador Cid Gomes geriu o Estado como se fosse um verdadeiro faraó.

JS/AT

Veja também