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Heitor Férrer critica carga tributária do País que penaliza o mais pobre

Por ALECE
01/03/2016 14:19 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Heitor Férrer (PSB) Dep. Heitor Férrer (PSB) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Heitor Férrer (PSB) fez pronunciamento nesta terça-feira (01/03), no primeiro expediente da sessão plenária, para tecer críticas à política de tributação do Imposto de Renda (IR). Segundo ele, antigamente só pagava o IR quem fosse rico. Porém, hoje, quem ganha R$ 1.904,00 já paga o imposto. “Que renda tem um cidadão que ganha R$ 2.000,00 para custear aluguel, alimentação, vestiário, saúde e educação e ainda pagar imposto de renda?", questionou.    

De acordo com o parlamentar, o Brasil é o 14º país em carga tributária. Portanto, na sua avaliação, é o cidadão quem banca tudo e faz o País ser a sétima economia do planeta. “A tristeza nossa não é pagar imposto como pagamos, mas não termos os serviços correspondentes. Em países como a Finlândia, Suécia, Dinamarca e Holanda são cobrados impostos até mais elevados, mas os estados dão à sociedade educação de qualidade, segurança publica, saúde e previdência”, revelou.

Para Heitor Férrer, o nível de cobrança de impostos é uma ganância do Governo. “Por que a classe política não se insurge com a defasagem na correção da tabela da ordem de 72% nos últimos anos? Mas os deputados federais, que deveriam conter a gula, vêm permitindo que o Governo meta a mão no bolso do cidadão. Nada se faz”, afirmou.

O deputado explicou que a inflação no ano passado foi de 10,7%, mas o pagamento do IR não terá correção no mesmo índice, prejudicando os mais pobres. “O Ceará é o quarto estado do Nordeste em termos de carga tributária, e o nono do Brasil. Enquanto isso, o povo do Ceará vai se endividar em mais R$ 3 bilhões este ano. Quem se endivida não é o Governo, mas a população, que paga os impostos”, considerou. Entre essas dívidas, citou o financiamento do aquário, em aproximadamente R$ 700 milhões.

Em aparte, o deputado Danniel Oliveira (PMDB) disse que, no ano passado, foi aprovada no Senado a correção da alíquota de Imposto de Renda em quatro por cento, tendo como relator desse projeto de lei o senador Eunício Oliveira (PMDB/CE).

O deputado Renato Roseno (Psol) avaliou que a carga tributária é mais pesada para os mais pobres porque o sistema tributário onera o consumo, e não a propriedade. “Enquanto os mais ricos pagam só 10% dos seus rendimentos, os mais pobres chegam a pagar 40%, por causa dessa política de tributação”, pontuou.

JS/CG 

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