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Heitor Férrer defende manutenção do status de ministério da CGU

Por ALECE
01/10/2015 14:54 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Heitor Férrer (PDT) Dep. Heitor Férrer (PDT) - Foto: Máximo Moura

O deputado Heitor Férrer (PDT) fez pronunciamento, nesta quinta-feira (01/10), durante o primeiro expediente da Assembleia Legislativa, para defender a manutenção do status de Ministério da Controladoria Geral da União. Segundo o parlamentar, o órgão estaria sendo ameaçado de ser transferido para o Ministério da Casa Civil. Para Heitor, isso significaria o “desmantelamento” da CGU e beneficiaria o florescimento da corrupção no País.

O parlamentar frisou que a Controladoria é o órgão que controla os atos do Executivo Federal, sempre detectando fatos concretos em desacordo com a probidade administrativa. “O que se tem de informação é que querem transformar a CGU em pó, para que o descontrole interno corra frouxo”, pontuou.

Heitor avaliou que, no momento em que o ministro da Casa Civil é denunciado na operação Lava Jato, o ministério vai absorver a estrutura da CGU, fazendo o órgão perder a sua independência. “Ou seja, a CGU vai ficar submetida a um réu. Isso é praticamente extinguir o órgão, e não é só enfraquecê-lo”, criticou.

O parlamentar destacou ainda que vários órgãos e personalidades produziram notas em defesa da CGU, como o Ministério Público Federal, a Associação Nacional dos servidores da CGU e o ex-ministro da Controladoria Waldir Pires. Foram publicados ainda artigos contra a queda do status do órgão, na revista Veja e no jornal Folha de São Paulo. “Houve uma avalanche de manifestações para que o órgão não seja enfraquecido”, disse.

Em aparte, o deputado Capitão Wagner (PR) avaliou que a CGU é um órgão responsável pelo controle da corrupção e, sem independência, ficaria capenga. “A população pede um maior empenho conta a corrupção, por isso o Governo não pode submeter a CGU a outro ministério”, ponderou.

O deputado Walter Cavalcante (PMDB) disse que a Controladoria, em qualquer governo que quer ver o sucesso da sua gestão, é indispensável. “O Brasil está de cabeça para baixo, ao propor a extinção do órgão”, avisou.

O deputado Renato Roseno (Psol) revelou que a CGU faz o controle das despesas públicas, tanto na lisura, quanto na qualidade. “Ao contrário do que a sociedade possa imaginar, não haverá economia para o Governo com o rebaixamento da CGU, mas, em vez disso, o descontrole será incentivado”, alertou.

O deputado Carlos Matos (PSDB) disse que é um “desplante destruir o órgão que se mostrou competente e talentoso na defesa dos interesses públicos. É muita cara de pau do Governo essa medida”, enfatizou.  
JS/CG

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