Heitor Férrer diz que crise poderá comprometer projetos no Ceará
Por ALECE15/09/2015 15:24 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Heitor Férrer (PDT) destacou, nesta terça-feira (15/09), no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, o impacto da crise financeira do Brasil no Ceará. Ao abordar matéria do Diário do Nordeste, o parlamentar disse que as dificuldades do País comprometem projetos no Estado.
“Fizemos advertências ao Governo anterior quanto aos investimentos não prioritários para o Estado e da necessidade de se prevenir para épocas de vacas magras. O Estado não soube se prevenir”, disse.
De acordo com o pedetista, o ex-governador priorizou obras que não melhoraram a qualidade de vida das pessoas. “Tem sentido, diante da crise, falar em construção de aquário? Isso é prioridade para o Ceará, que não tem escola de qualidade e saneamento básico?” Conforme Heitor Férrer, a obra já custou R$ 150 milhões aos cofres cearenses. “Vai fazer falta”, disse. Outra obra inutilizada foi a usina de Barbalha, onde o Governo empenhou R$ 15 milhões “por uma carcaça de ferro velho". “ A tal da usina de álcool nem funcionou e nem vai funcionar. E o que é pior: venderam ilusão ao povo do Cariri”, afirmou.
Heitor Férrer também comentou matéria publicada no blog Egídio Serpa sobre o Porto do Pecém. Segundo ele, nem o governador Camilo Santana nem o assessor para Assuntos Internacionais, Antônio Balhmann, falaram sobre a visita à China. “O Porto do Pecém é um patrimônio do Ceará e, para entregar a administração a quem quer que seja, tem que passar por vários critérios. Não tem que ter segredo”, avaliou, assegurando que vai ficar atento à questão.
De acordo com o parlamentar, o empreendimento portuário tem uma construção bilionária, com recurso público, e não se pode tratar a coisa como segredo, “tem que ser muito transparente”.
O deputado abordou ainda o que definiu como “pacote mal dado”, baixado ontem pela presidente Dilma Rousseff, numa tentativa de “salvar o Brasil”, numa referência aos ajustes feitos em razão da crise econômica do País. “O povo vai pagar a conta do roubo, da desonestidade, da falta de zelo dos administradores do País. A sociedade não pode ser apenada pelos desvios de condutas do Governo”, afirmou.
Em aparte, o deputado Capitão Wagner (PR) parabenizou o pedetista por ter trazido a questão do que poderá vir da viagem à China. “A transparência deve ser colocada em primeiro lugar”, endossou.
LS/AT
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