Heitor Férrer diz que gestores municipais devem controlar violência
Por ALECE16/08/2016 14:43 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Heitor Férrer (PSB) declarou, no primeiro expediente desta terça-feira (16/08), que a responsabilidade maior do controle da violência nas cidades cabe aos gestores municipais, através de políticas públicas. “Apenas a polícia não dá cabo da violência em nenhuma sociedade”, afirmou.
O parlamentar salientou que o trabalho policial é de extrema importância. “Mas os homicídios acontecem nas cidades, e a responsabilidade de evitar que o crime ocorra é dos prefeitos, secretários de cultura, de educação, de saúde, e demais gestores”, frisou.
Para o deputado, os gestores precisam usar os instrumentos para quebrar o sistema gerador de violência. Ele salientou que 4.439 homicídios ocorreram nas cidades do Ceará em 2014. “Os gestores devem atuar para quebrar os mecanismos geradores de violência. O primeiro item que gera a violência é a pobreza. Ela é geradora da desesperança. Países desenvolvidos têm pobreza, mas com igualdade social. A população mais pobre tem, nessas nações, moradia, lazer, cultura, educação, saneamento. Lá as pessoas têm a perspectiva de que podem sair da pobreza”, acrescentou.
Ao fazer um comparativo com os países desenvolvidos, Heitor salientou que aqui, para grande parcela da população, não há postos de saúde eficientes, moradia, esgotamento sanitário, e ruas periféricas são totalmente desassistidas de saneamento. “Não há estado pior do que o de pobreza com desigualdade social, porque não dá esperança para ninguém de sair da situação cruel em que se encontra”, pontuou.
Heitor salientou que quem vender ao fortalezense a ideia de que a polícia acaba com a violência estará mentindo. Como exemplo, citou que Lúcio Alcântara, em 2006, deixou o governo com 1.776 homicídios no ano, mas os números só cresceram durante oito anos de Governo Cid Gomes, apesar dos investimentos. “Cid entregou o Estado com 4.439 assassinatos no ano em 2014, mesmo tendo feito concurso para a Polícia Militar e aumentando o efetivo de 12 mil para 16 mil policiais. Se não existirem outras políticas públicas, o problema da violência não se resolve”, alertou.
O deputado também declarou que há um número insuficiente de policiais civis, que investigam os crimes. “No Ceará, apenas 5% dos homicídios são elucidados. Não descobrir quem pratica o homicídio é incentivar a repetição do crime.”
JS/AT
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