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Heitor Férrer diz que segurança é responsabilidade de gestores municipais

Por ALECE
17/08/2016 15:11 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Heitor Férrer (PSB) Dep. Heitor Férrer (PSB) - Foto: Máximo Moura

O deputado Heitor Férrer (PSB) afirmou, nesta quarta-feira (17/08), durante o primeiro expediente da sessão plenária, que compete aos gestores municipais a responsabilidade da segurança pública, que, segundo ele, muitos confundem com violência.

Conforme o parlamentar, os gestores têm que agir no sentido de “quebrar”, por meio de políticas públicas, os mecanismos geradores da violência. “Polícia é o último grito a se dar. E quando se chama a polícia, é porque todas as outras políticas públicas falharam”, disse.

Cabe aos prefeitos e sua equipe de secretários, segundo o deputado, atuarem na prevenção da criminalidade, buscando investir em políticas públicas de segurança em todas as áreas. “Só assim acabaremos a violência no Estado”, apontou. Heitor Férrer disse ainda que o aumento do número de crimes está relacionado ao déficit do efetivo policial no Estado.

O parlamentar chamou a atenção da população para que a questão da violência seja mais cobrada aos futuros governantes municipais. Para ele, os prefeitos precisam inibir o crime, promover a inclusão social e “não deixar perpetuar a desesperança, para tentar evitar o caminho da tragédia”.

Heitor Férrer também defendeu a necessidade do investimento dos gestores municipais em saneamento básico, considerado, para ele, primeiro passo para uma cidade saudável. Conforme informou, dos 2,9 milhões de imóveis do Estado, apenas 789 têm esgotamento sanitário, o que representa 37% em todo o Ceará. Fortaleza detém 51%, “percentual ainda muito baixo”. “E a população deveria ser mais exigente, não com viadutos ou estádio de futebol, mas com saneamento básico”, acrescentou. 

O parlamentar afirmou que não há interesse nessa área, uma vez que não existe a compreensão de que é um dos principais itens para se ter uma cidade saudável. Heitor Férrer lembrou que o Ceará é o quarto Estado em número de casos de microcefalia. “Esse mosquito prospera é no lixo abandonado, que não é coletado, e na fossa que estoura no quintal de quem não tem esgotamento sanitário”, comentou.

LS/AT

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