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Heitor Férrer lamenta desigualdade social no Brasil

Por ALECE
14/11/2019 15:00 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Heitor Férrer Deputado Heitor Férrer - Foto: Edson Júnior Pio

O deputado Heitor Férrer (SD) lamentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (14/11), as dificuldades sociais ainda enfrentados pela população, após 130 anos da Proclamação da República no Brasil.

Para o parlamentar, ao longo dos anos, os políticos fizeram políticas públicas, “olhando para o próprio umbigo” e esqueceram de trabalhar para o crescimento econômico e social da população. “Com a República, sempre foi pregado que somos todos iguais perante a lei, mas o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Nestes 130 anos de República, as notícias mais recentes são de que a extrema pobreza aumentou no País. Temos 13,5 milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza, ou seja, com cerca de R$ 140 por mês”, observou.

Heitor Férrer ressaltou que, no Ceará, mais de 40% da população, cerca de quatro milhões de pessoas, vivem na linha da pobreza, consideradas aquelas que ganham meio salário mínimo por mês. “Como pode alguém viver com pouco mais de R$ 500 não é mais considerado pobre? É muita desigualdade. Quase metade do Ceará vive com pouco, enquanto apenas 5% da população recebe de dois a salários e outros 2,5% ganham acima de R$ 5 mil”, pontuou.

“Nossos governantes precisam se conscientizar que não é sustentável  quatro milhões de pessoas ganhando menos de R$ 500. Isso é um caldeirão prestes a explodir. Nós somos, deputados, representantes da sociedade. É nosso papel cobrar das autoridades que políticas públicas eficientes sejam implantadas, para que uma tragédia social não exploda”, alertou Heitor Férrer.

O deputado comentou que, mesmo com toda a desigualdade social, foi publicada recentemente matéria no jornal O Povo, destacando o Ceará como o estado com mais investimentos públicos no País. “O que adianta tudo isso? Para crescer de fato é preciso mudar essa situação. Pensar em quem mais precisa, lá na ponta”, afirmou.
GS/AT

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