Heitor Férrer volta a criticar situação da segurança pública no Estado
Por ALECE22/05/2013 14:33 | Atualizado há 9 meses
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Em pronunciamento durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (22/05), o deputado Heitor Férrer (PDT) voltou a criticar a situação da segurança pública no estado. Ele destacou o “contingente mínimo” de policiais civis atuantes no Ceará, assim como o sistema penitenciário estadual, “que não ressocializa o preso”.
As drogas, um dos principais agravantes da violência no estado, conforme a avaliação do parlamentar, “existem devido à extrema pobreza em que o Ceará se encontra”. Segundo ele, a ausência do Estado em forma de educação, saúde e lazer leva muitos jovens ao mundo das drogas, “e para estes, o Estado se apresenta apenas na forma de polícia, juiz e cadeia”.
Para Heitor, o sistema carcerário “falho” do estado torna os indivíduos que passam por lá ainda “mais violentos”. “Esses indivíduos não são ressocializados na prisão. Na verdade, eles nem estavam inseridos na sociedade antes de ir para a cadeia”, considerou.
O pedetista notificou que existem cerca de 60 mil mandados em aberto no Ceará, assim como “milhares de laudos cadavéricos sem autoria nem indiciamento das pessoas que cometeram esses homicídios”. “Além disso, os poucos policiais que temos ficam nas cadeias, vigiando presos que nem deveriam estar lá”, completou. Para Heitor, “essa impunidade é o maior incentivo à criminalidade”.
Em aparte, o deputado Sineval Roque (PSB) lembrou dos investimentos feitos em segurança pública, em todas as áreas, durante o governo Cid Gomes. “Foram investimentos pesados, mas não se pode fazer tudo de uma vez”, disse, afirmando que, até o final do governo de Cid, haverá a contratação de cinco mil policiais.
Quanto à polêmica sobre a contratação de médicos de outras nacionalidades, Heitor assumiu que não tem nada contra a vinda profissionais de outros países, “desde que façam o teste de validação do diploma”. “Não vamos facilitar a vinda de quem quer que seja só porque eles são de Cuba. O Brasil não pode agir de modo pessoal em um assunto como esse”, argumentou.
PE/CG
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