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Heitor pede CPI para investigar contratação de bandas e artistas

Por ALECE
24/09/2013 15:10 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Heitor Ferrer (PDT) - Foto: Máximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (24/09), o deputado Heitor Férrer (PDT) comunicou que apresentará pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os recursos gastos com a contratação de bandas e artistas pelo Governo do Estado. “Peço que os deputados assinem esse pedido de CPI, no sentido de socorrer o Governo e preservar o dinheiro público, já que a controladoria interna do Governo não fez isso”, afirmou.

O parlamentar disse que as contratações “milionárias” foram realizadas pelo Governo não só para o festival Férias no Ceará, mas também para contratar shows artísticos e bandas, cujos gastos somaram R$ 86 milhões, em 2011.

Segundo ele, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao analisar essas despesas por meio do Ministério Público de Contas, detectou que os gastos com shows foram superfaturados. Conforme informou, os valores pagos pela gestão do atual Governo a determinados músicos foram oito vezes maior do que o contratado em outras praças. As apresentações sob suspeita integraram o festival Férias no Ceará, em 2011, que bancou shows gratuitos de nomes como Nando Reis, Jorge Benjor e Lulu Santos.

“E o que é mais grave”, acrescentou ele, os dados publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) mostram que foram investidos mais de R$ 800 mil pelos quatro shows feitos pelo cantor Gilberto Gil no Estado. De acordo com o deputado, a produtora de Gilberto Gil, no entanto, chegou a negar o valor, afirmando que o cantor só recebeu 240 mil.

O parlamentar questionou ainda o fato de a verba para a cultura ser controlada pela Casa Civil do Governo. “Se essa verba é para movimentar o turismo no Ceará, como entender que é controlada pela chefia da Casa Civil se é de Cultura? Está claro que as inteligências do Governo tentam, no seu fácil discurso, levar à sociedade informações no sentido de convencer, embora a nós não convençam”, disse.

Heitor criticou também a realização de festas promovidas pelo Governo no início e na entrega de uma obra, o que o levou a propor projeto, em tramitação na Casa, proibindo a contratação de shows e bandas para entrega de equipamentos públicos. “Se vai entregar, a melhor propaganda é o bom uso e utilização em 100% da obra. Isso evitaria gastos desnecessários. Essa brincadeira com dinheiro público tem que acabar”, argumentou.
LS/CG

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