Hugo diz que água distribuída no Interior é imprópria para consumo
Por ALECE23/04/2013 14:23 | Atualizado há 9 meses
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As ações emergenciais para combater a seca do Estado voltaram a ser tema do pronunciamento do deputado Fernando Hugo (PSDB) nesta terça-feira (23/04). Durante o primeiro expediente, ele comentou sobre o relatório da Secretaria de Saúde do Estado que aponta a baixa qualidade da água para consumo humano que é distribuída nas cidades atingidas pela seca.
De acordo com o estudo feito pelo setor de vigilância sanitária da Secretaria, a água levada por carros-pipa, em muitos casos, está contaminada com bactérias de fezes e urina, além de metais pesados. Segundo o deputado, já foram relatados casos de doenças gastrointestinais e há risco de epidemia no Estado.
Fernando Hugo explicou que a legislação prevê que a água distribuída deve estar em condição de consumo, ou seja, deve-se fazer sua filtragem e seu tratamento com agentes químicos para eliminar os resíduos prejudiciais à saúde. Segundo ele, essa ação pode ser realizada por meio de estações de tratamento móveis. O parlamentar informou que documento com essas informações será entregue à presidente Dilma Rousseff.
As promessas feitas pela presidente, em sua última visita ao Ceará, também foram criticadas pelo deputado. Segundo ele, parte dos R$ 9 bilhões que foram prometidos por ela já estava dentro dos gastos previstos para o Estado este ano e o leilão para escolha da empresa que fará a distribuição de milho para o Nordeste não deu certo, aumentando as incertezas sobre a data da chegada dos grãos ao Ceará. O deputado questionou ainda por que não há dispensa de leilão, já que a seca é uma situação emergencial e a população não pode esperar para alimentar os rebanhos.
Em aparte, o deputado João Jaime (PSDB) explicou que, com a diminuição do volume de água, aumenta a proliferação de bactérias, provocando doenças em vez de garantir a sobrevivência da população.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) também aparteou o orador, defendendo mais critério na distribuição da água e sugerindo que as prefeituras deveriam fazer a análise dessa água antes de realizar a distribuição.
JM/CG
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