Idemar Citó comenta grave situação de seca vivida pela região dos Inhamuns
Por ALECE28/02/2013 13:48 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Idemar Citó (DEM) cobrou, durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (28/02), ações efetivas para minimizar os prejuízos causados pela seca na região dos Inhamuns. Ele comentou que em Crateús, por exemplo, existe grande dificuldade de abastecimento de água. “Em Tauá, se não tiver chuva nos próximos dias, faltará água para consumo humano. Como o governo vai resolver o problema?”, questionou.
Para o deputado, uma solução seria a construção de uma adutora ligando o município de Arneiroz a Tauá, aproveitando a água do açude Arneiroz II, de duzentos milhões de metros cúbicos. Porém, segundo Citó, é preciso celeridade na tomada de decisão. “Só a execução do projeto levará pelo menos seis meses, fora o tempo para a obra em si. Mas é preciso começar, agilizar isso”, cobrou.
O parlamentar demonstrou preocupação também com as condições do rebanho. Segundo ele, faltam água e milho para alimentar o gado. “Na região dos Inhamuns, 1,5 mil produtores não receberam uma saca de milho. Dizem que não tem carro para trazer essa carga. E por que não pedir a ajuda do Exército?”, questionou na tribuna, cobrando mais empenho dos parlamentares cearenses que estão no Congresso Nacional.
Em aparte, o deputado Hermínio Resende (PSL) compartilhou da preocupação de Citó e disse que é preciso união dos parlamentares para reverter esse cenário, independente de partido político de cada um. “Infelizmente a crise é muito grande. A construção civil e os serviços de lava a jato inclusive estão parados, foram proibidos de usar a água da Cagece”, comentou.
De acordo com Lucílvio Girão (PMDB), até as zonas urbanas dos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza estão sofrendo com a estiagem. “Distritos de Maranguape, por exemplo, estão sem água. E como ficará se não chover em alguns meses?”, preocupa-se.
Roberto Mesquita (PV) afirmou que o “sofrimento dos cearenses está começando a afrontar o limite da humanidade de qualquer um”. “Há solução, precisamos ir atrás disso, buscar os recursos que existem. Uma adutora não é nada de outro mundo. É possível fazer”, argumentou.
Mirian Sobreira (PSB) ressaltou a preocupação com as perdas no rebanho. “Nossa angústia maior é que essa ajuda emergencial tem muita burocracia, mesmo com a vontade dos governos federal e estadual. Temos que cobrar que essas ações cheguem às pessoas que precisam”, disse.
Nenen Coelho (PSD) solicitou ao líder do Governo na Assembleia, deputado José Sarto (PSB), informações sobre o andamento do projeto da adutora de Arneiroz.
Para João Jaime (PSDB), falta um plano de contingência do Governo do Estado. “Como vai deslocar a população? Como vai levar água? E a fruticultura irrigada perde sua produção?”, pontuou.
MM/AT
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