Julinho aponta falta de atendimento médico em Maracanaú
Por ALECE05/09/2017 14:14 | Atualizado há 10 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Julinho (PDT) lamentou, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (05/09) a morte de Francisco Joel, no dia 30 de agosto, por falta de médicos plantonistas no Hospital Municipal de Maracanaú.
De acordo com o parlamentar, Francisco Joel, de 63 anos, chegou ao hospital próximo das 6h, com o braço dormente, apresentando sintomas de infarto. Um vizinho que o acompanhava usou a câmera do celular para filmar a falta de atendimento e entrou em vários consultórios do departamento de emergência confirmando a ausência de médicos.
Julinho disse ser ciente dos problemas que a saúde pública no Ceará enfrenta, principalmente com a desatualização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a desvalorização dos profissionais, mas afirmou que o caso se configura como “má gestão”.
“Se a emergência está de portas abertas, o plantão deve ser cumprido pelos seus profissionais. Eles recebem para isso. Como não se indignar? O prefeito de Maracanaú já disse que abrirá uma sindicância para investigar, e é o correto. Precisamos saber quem foi o culpado”, afirmou o deputado.
Para o pedetista, é preciso assegurar que os profissionais cumpram seus horários. “Tem que implantar o ponto eletrônico, garantindo que os profissionais que são pagos pelo dinheiro público estejam exercendo suas funções. E que quem errou, assuma o erro”, avaliou.
Em aparte, a deputada Fernanda Pessoa (PR) se solidarizou com a família de Francisco Joel e afirmou que o prefeito Firmo Camurça já abriu uma sindicância para investigar o que aconteceu. “Segundo o prefeito, são oito médicos no atendimento emergencial. Infelizmente, como as imagens mostram, no momento não havia nenhum médico. Ele mesmo está à frente do assunto”, declarou.
Já o deputado Leonardo Pinheiro (PP) concordou com a falta de recursos para o SUS e disse que o que o Brasil tem é um subfinanciamento para a saúde. “Quando criaram o SUS, em 1988, foi um modelo para o mundo, mas faltou o fundamental: especificar de onde viriam os recursos. Mas a forma como o senhor Joel morreu, sem qualquer assistência, é inadmissível. Isso não pode acontecer em município algum do nosso Estado”, criticou.
LA/AT
Veja também