Oradores

Leonardo Pinheiro critica falta de investimento no SUS

Por ALECE
28/06/2017 15:16 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Deputado Leonardo Pinheiro Deputado Leonardo Pinheiro - Foto: Máximo Moura

O deputado Leonardo Pinheiro (PP) criticou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (28/06), a falta de investimento no Sistema Único de Saúde (SUS), por parte do Governo Federal.

De acordo com o parlamentar, o investimento per capita para a saúde pública do Brasil se nivela a um país de terceiro mundo, tornando o Sistema Único de Saúde (SUS) longe da qualidade prometida. “Há 10 anos que a tabela do SUS não é revista, e hoje, para cada R$ 1,00 investido pelo Governo Federal, o Ceará investe R$ 4,00”, salientou.

O progressista chamou a atenção para o esforço do Governo do Estado em manter a saúde pública em pleno funcionamento, investindo na ampliação da rede. Enquanto vários hospitais particulares que eram conveniados com o SUS fecharam as portas, o Governo abriu mais 1.500 leitos, além de promover a reforma de outros hospitais. “Sabemos que não é o suficiente, mas faz a diferença para aquelas pessoas que estão nas filas esperando por atendimento”, ponderou.

Um dos hospitais destacados pelo deputado foi o Hospital Maternidade José Martiniano de Alencar, antigo Hospital da Polícia Militar, que, recentemente, reinaugurou seu centro de imagem, com novos equipamentos para exames. “Esse hospital foi fundado em 1939 e há 10 anos conta com uma excelente gestão, fruto do trabalho de uma equipe extremamente dedicada”, elogiou.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PcdoB) lembrou que o Ceará é referência mundial em transplantes e vem ampliando a sua rede de saúde, apesar da crise econômica. “Tivemos muitas conquistas, mas precisamos avançar ainda mais”, pontuou.

Já o deputado Lucílvio Girão (PP) lamentou que há 20 anos não se aumenta o valor por paciente no SUS e que 10 hospitais fecharam nos últimos anos em Fortaleza. “O único ministro que deu aumento foi o José Serra. De lá para cá, ninguém deu mais nada”, reclamou.

LA/AT

Veja também