Lucílvio Girão lamenta fim do programa Farmácia Popular
Por ALECE12/11/2015 14:27 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Lucílvio Girão (SD) lamentou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (12/11), o fim do programa Farmácia Popular, devido ao corte dos recursos para a ação na Lei Orçamentária de 2016 do Governo Federal. Segundo o parlamentar, com o fim do benefício, os hospitais vão lotar mais, já que as pessoas vão ficar mais doentes. “Ouvi dizer que as farmácias populares teriam que acabar por causa da contenção de gastos do Governo Federal. Mas não podemos permitir”, salientou.
O deputado ressaltou que muitos remédios são vendidos mais barato na Farmácia Popular para as pessoas que são pobres. “São 90% dos medicamentos que são pagos pelo Governo Federal. Muita gente não tem dinheiro nem para comprar comida, avalie para comprar remédios”, assinalou.
Lucílvio Girão salientou que remédios para hipertensos e diabéticos, por exemplo, são medicamentos importantes, que não podem faltar. “Uma pessoa que tem asma precisa de remédio. Uma pessoa que é hipertensa, se ficar sem medicamento, pode até ir a óbito. É absurdo”, apontou.
Para o parlamentar, com as pessoas mais doentes e as unidades hospitalares mais lotadas, o Governo tem mais despesa. “É mais dispendioso para o Governo as pessoas no hospital e na Unidade de Tratamento Intensivo. É também perverso tirar das pessoas o acesso mais fácil a medicamentos”, afirmou.
Em aparte, o deputado Ferreira Aragão (PDT) ressaltou que a indústria farmacêutica “é uma máfia”. “O que dizer de um País que prende o homem que descobriu a cura do câncer? A indústria farmacêutica não permite que exista cura para o câncer para ela vender mais e se aproveitar de pessoas doentes. É um absurdo”, criticou.
A deputada Dra. Silvana (PMDB) parabenizou o pronunciamento do parlamentar e ressaltou que as farmácias populares não podem acabar. “Tirar medicamentos dos doentes é uma sentença de morte”, disse.
O deputado Agenor Neto (PMDB) também parabenizou o pronunciamento do deputado e salientou a importância das farmácias populares para a população. “As pessoas que não têm condições de comprar medicamentos precisam da Farmácia Popular para ter acesso a seus remédios”, assinalou.
GM/CG
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