Lula Morais avalia pesquisa do IBGE sobre desenvolvimento social
Por ALECE02/10/2013 15:24 | Atualizado há 2 semanas
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O deputado Lula Morais (PCdoB) apresentou, no segundo expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (02/10), relatório de evolução dos índices sociais nos últimos 20 anos, produzido pelo IBGE. “É uma pesquisa do ponto de vista social, que aborda as transformações ocorridas na população”, afirmou.
De acordo com o deputado, em 2012 o Produto Interno Bruto per capita da China registrou uma expansão real de 7,3%, enquanto o PIB por pessoa no mundo não passou de 1%. No Brasil, conforme revelou o comunista, subiu apenas 0,1%, em termos reais. “Porém, os microdados de 360 mil pessoas pesquisadas mostram que a renda domiciliar per capita cresceu 8%, mais do que o PIB per capita chinês”, frisou.
O descolamento entre o PIB nacional e a renda informada pela pesquisa domiciliar é, na opinião do parlamentar, expressivo. “O fenômeno observado de 2004 a 2011 poderia se repetir, e agora se confirmou. A estratificação das condições econômicas de nossa população apontou que o crescimento da renda foi extremamente forte em todas as camadas da população”, disse.
“O maior crescimento foi dos 10% mais pobres, com renda per capita se elevando em 9,9%”, acrescentou. Conforme explicou Lula, ninguém está deixando de ganhar, e os mais pobres estão ganhando mais, significando uma redução das diferenças entre as camadas. “Os 5% mais pobres tiveram renda ampliada em 20%, em 2012”, revelou.
Outro dado importante de se observar, segundo Lula, é o índice Gini, que aponta a evolução do bem-estar social. “Tivemos uma redução do índice Gini, o que significa que o bem-estar melhorou. Também houve avanços no nível de educação, sendo ampliado de 5,7 anos de escolaridade para 8,8 anos, nos últimos, ou seja, um aumento de 54% na taxa de escolaridade”. O deputado lembrou que a educação também reduz a desigualdade. Ele acentuou ainda que a velocidade do crescimento dos indicadores sociais quase dobrou nos últimos 10 anos, em relação aos 10 primeiros, de duas décadas.
Em aparte, o deputado Professor Pinheiro (PT) explicou que o principal projeto do PT é a distribuição de renda e a redução dos índices pobreza. “Nós lutávamos por um salário mínimo de US$ 100 e hoje o salário mínimo é mais de US$ 300. Hoje, 14% dos alunos do ensino médio chegam à universidade, quando eram apenas 7% há 10 anos”, acrescentou.
O deputado Antonio Carlos (PT) lembrou que a evolução dos índices foi muito mais rápida nos últimos 10 anos. “A oposição fica tão perdida porque a população sabe que isso é resultado de uma série políticas determinadas pelo nosso governo popular e democrático. Isso não é por acaso”, pontuou.
Em aparte, o deputado Welington Landim (sem partido) disse que os números vão melhorar ainda mais e com velocidade ainda maior. “Na educação, na forma como o Governo trata esse setor, há uma grande evolução”, observou. O deputado frisou que, para acelerar a evolução, seria necessário fazer a avaliação dos professores da rede pública. Ele salientou ainda que os índices de saúde irão melhorar significativamente. “Falta tão somente parte de infraestrutura, como refinaria, siderúrgica, metrô, transposição (das águas do rio São Francisco), entre outras obras”, disse.
JS/AT
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