Oradores

Mauro Filho divulga realização do V Fórum do Banco Central em Fortaleza

Por ALECE
01/11/2013 15:13 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Mauro Filho (Pros) - Foto: Máximo Moura

O deputado Mauro Filho (Pros) fez pronunciamento na Assembleia Legislativa, no primeiro expediente desta sexta-feira (01/11), para anunciar a realização do V Fórum do Banco Central de Inclusão Financeira, na próxima segunda-feira (04/11), a partir das 14h30, no Centro de Eventos de Fortaleza. O objetivo do evento, de acordo com o deputado, é trazer aos participantes informações sobre o acesso ao crédito e educação financeira.

Mauro Filho esclareceu que, nos últimos anos, milhões de brasileiros elevaram suas rendas e ingressaram no mercado de crédito do País, havendo, portanto, uma grande demanda por informações desse mercado. Com isso, foi também ampliado o acesso ao crédito oferecido pelas instituições financeiras, que serão regulamentadas pelo Banco Central.

De acordo com o parlamentar, que ocupou a pasta estadual da Fazenda, a aceleração do desenvolvimento econômico depende do montante de crédito disponibilizado para economia. Segundo ele, antes da gestão do presidente Lula, o total de crédito era em torno de 24% do PIB, e agora passou a 54%, permitindo mais investimentos e crescimento do País.

O evento também vai tratar de proteção ao consumidor e inovações tecnológicas, além das formas de crédito contratadas e dos correspondentes bancários e cooperativas de créditos, de acordo com o parlamentar. Mauro Filho parabenizou o Banco Central por trazer V Fórum ao Ceará.

Mauro Filho chamou atenção ainda para a tentativa, segundo ele, de “impor goela abaixo” uma unificação de tarifa de ICMS, que pode prejudicar o Ceará e demais estados do Norte e Nordeste do País.

“Voltou à baila, no Senado Federal, uma nova modificação no ICMS. Hoje, a mercadoria produzida em São Paulo, por exemplo, paga 7% na origem, e aqui são cobrados mais 10%, para se compor a tarifa de 17%. Mas quando o produto é da região Nordeste, o fabricante paga 12% na origem e mais 5% no estado consumidor”. Essa diferença nas alíquotas possibilita que as regiões menos desenvolvidas possam se industrializar, concedendo incentivos fiscais que permitem às empresas aqui instaladas custear a sua logística, de acordo com Mauro Filho.

O deputado esclareceu que não há guerra central, mas uma ação para descentralizar o parque industrial do Brasil. “Dar mais alíquota para o estado mais rico é retirar dos estados do Norte e Nordeste”, disse. Ele pediu que os senadores cearenses sejam alertados, para que o Ceará não perca esse benefício. Para Mauro Filho, o fim da tarifa diferenciada pode significar um grande retrocesso para o processo de industrialização do Estado.
JS/CG

Veja também