Mirian Sobreira cobra discussão sobre pactuação de recursos para saúde
Por ALECE03/08/2017 14:35 | Atualizado há 10 meses
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A deputada Mirian Sobreira (PDT) apontou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (03/08), a necessidade de mais discussão sobre o financiamento da saúde pública no Brasil.
Para a parlamentar, a problemática do subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e as pactuações de responsabilidade entre os entes federais, estaduais e municipais para a área precisam ser mais bem definidas.
Mirian Sobreira comentou que muitos criticam a situação da saúde no Ceará, esquecendo que o investimento na área não é uma exclusividade do Estado. “O Ceará é um dos estados que mais investiu em saúde nos últimos anos e, antes de criticar, seria prudente avaliar se a pactuação entre Governo Federal, Estado e municípios está sendo feita”, defendeu Mirian Sobreira.
De acordo com ela, o Governo Federal congelou gastos para a saúde em 20 anos e ainda não definiu quanto vai destinar para a área nesse período. “Existe uma lacuna grande em relação aos investimentos do Governo Federal na saúde, o que é algo muito grave. O que existem são programas pontuais, que aos poucos estão acabando, e enxergo isso com uma preocupação enorme”, alertou a deputada.
Ainda para Mirian Sobreira, “se as responsabilidades dos entes federais, estaduais e municipais forem mais bem definidas, a culpa não vai cair somente nas costas de um desses”.
A deputada também manifestou indignação com a votação da última quarta-feira (02/08), na Câmara Federal, que decidiu pela suspensão da denúncia contra o presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva.
“Ontem, ao assistirmos a uma das sessões mais vergonhosas da Câmara Federal, em que os deputados, em vez de darem a oportunidade para que a população brasileira pudesse ver um presidente acusado de praticar crimes investigado, optaram por institucionalizar a corrupção”, lamentou a parlamentar.
Mirian Sobreira disse esperar uma resposta na eleição de 2018. “Espero que a população esteja se preparando para dar um retorno a esse cenário nas próximas eleições, torcendo para que, com a força do voto de cada um, e após assistirem ao que aconteceu ontem, possamos dizer não a todos os que votaram favoráveis ao Governo Temer”, disse a deputada.
Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) considerou que o Parlamento Federal viveu um momento triste ontem ao não permitir o andamento da investigação contra o presidente após claras e explícitas provas de desvio de conduta.
Em relação aos investimentos em saúde, o parlamentar comentou que, muitas vezes, estados e municípios já fazem mais do que suas obrigações com recursos alocados para a saúde, mas o Governo Federal, ao longo dos anos, não cumpre a parte dele.
Já o deputado Ferreira Aragão (PDT) avaliou que as eleições de 2018 são uma excelente oportunidade para que os brasileiros passem o País a limpo. “Também fiquei muito triste com o que aconteceu ontem, mas entendo que as eleições do ano que vem são a chance de darmos uma reviravolta na política, e peço aos eleitores brasileiros que votem melhor”, pontuou o deputado.
RG/GS
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