Mirian Sobreira comenta contratação de médicos cubanos para atuar no Brasil
Por ALECE14/06/2013 15:36 | Atualizado há 9 meses
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A contratação pelo governo federal de seis mil médicos cubanos para atuar no Brasil, sem o exame de revalidação do diploma, foi o tema do pronunciamento do primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (14/06), da deputada Mirian Sobreira (PSB). “Não somos contra qualquer profissional vir para o Brasil, o País é democrático. Mas esses médicos têm de vir para o Brasil e provar que realmente estão capacitados para atender a população brasileira”, opinou.
A parlamentar afirmou que o Brasil possui um número considerado de médicos aptos a exercerem suas funções, refutando a justificativa de déficit nos quadros da categoria. “Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é um médico para 1.000 habitantes. No País, existe um médico para 725 pessoas. A média mundial é de 14 para 10.000 habitantes. A média brasileira é de 17,8 médicos para 10.000 habitantes”, informou a deputada.
O problema, na avaliação de Mirian, é a carência de investimento e valorização. “O Sistema Único de Saúde (SUS), que é o melhor sistema de saúde que tem no mundo, existe apenas para o papel. Não existem recursos suficientes para financiamento do SUS”, observou.
Mirian relatou ainda a audiência pública promovida ontem pela Assembleia Legislativa, que discutiu a aplicação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida, em profissionais estrangeiros que pretendem exercer a profissão no Brasil.
Um dos resultados, conforme informou a parlamentar, foi a elaboração de um documento que será assinado por integrantes da classe médica e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Ceará (OAB-CE). “E nesse documento vamos dizer que o Conselho de Medicina não vai dar o registro desses médicos”, garantiu.
Em aparte, os deputados e médicos Dra. Silvana (PMDB) e José Sarto (PSB), líder do governo na AL, também se manifestaram contra a contratação de estrangeiros. “Precisamos sensibilizar a população que estamos diante de um desatino, de uma medida arbitrária e sem nenhum fundamento”, disse Dra. Silvana, que cobrou a valorização dos médicos brasileiros.
O líder governista, por sua vez, ponderou que “existe uma má distribuição geográfica dos médicos no Brasil”. José Sarto também considerou a barreira da língua e das diferenças regionais.
RW/AT
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