Oradores

Odilon Aguiar defende avanço nas pesquisas de composto anticâncer

Por ALECE
10/12/2015 14:36 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Odilon Aguiar (Pros) Dep. Odilon Aguiar (Pros) - Foto: Máximo Moura

O deputado Odilon Aguiar (Pros) fez um apelo, nesta quinta-feira (10/12), durante o primeiro expediente da sessão plenária, para que deem celeridade às pesquisas acerca do composto fosfoetanolamina. O medicamento é destinado a pacientes com câncer. Segundo ele, o composto está sendo discutido há 20 anos e não avança.

O deputado disse que o assunto foi tratado ontem, em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Saúde da Casa, a qual contou com a presença do médico e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Renato Meneguelo. Na ocasião, o parlamentar relatou que vários pacientes se manifestaram dando seus testemunhos sobre o êxito com o tratamento. Um deles teve que entrar com ação judicial para fazer uso do medicamento. “Depoimentos fortíssimos de pacientes que estão em fase terminal, precisando de alternativa”, pontuou.

O deputado questionou o não prosseguimento nas pesquisas e externou preocupação com a suspensão do composto por parte do Governo Federal. “Não quero fazer pré-julgamento se é por interesse econômico ou porque o medicamento vai ser gratuito. Nós temos depoimentos sobre experiências de efeitos positivos, em que as pessoas estavam sendo curadas. Pessoas aqui do Ceará estavam utilizando do composto e, infelizmente, o Governo Federal mandou suspender. Mandou e a USP não vai mais produzir o medicamento”, ressaltou.

O parlamentar destacou a necessidade de o medicamento ser trazido para o balcão da farmácia, para as pessoas acometidas com a doença terem oportunidade de sobrevivência. “O câncer é uma doença que não tem mais tempo, exige altos custos, tanto para os cofres públicos como para os pacientes, e que vem assolando a população”, afirmou.

Em apartes, os deputados Roberto Mesquita (PV), Elmano Freitas (PT), Augusta Brito (PCdoB) e Carlos Felipe (PCdoB) se manifestaram sobre o assunto.

Mesquita lembrou que esse produto é testado em pacientes terminais, daí a importância do debate acerca do tema. “Mal não faz, mas, obviamente, tem que ser feito dentro de todos os critérios, dentro das pesquisas e acompanhamento”. Ele espera que, “de fato, o princípio ativo tenha eficácia na cura dessa doença e que para algumas pessoas ele seja divisor de água entre a vida e a morte”.

Elmano Freitas disse que é “assustador” o aumento de casos de pacientes com câncer e reforçou a necessidade de diminuir o sofrimento deles. O parlamentar apontou ainda propostas aprovadas na Casa que impedem o uso de agrotóxicos, tidos como um dos causadores do câncer.

A deputada Augusta Brito destacou que o assunto envolve “a questão não científica, mas emocional, sentimental e de esperança das pessoas que estão já usando esse medicamento”.

Já o deputado Carlos Felipe comunicou que já houve avanços no Brasil citando vacina contra o HPV, prevenindo o câncer uterino. Quanto às pesquisas do composto, o parlamentar informou que a União autorizou a pesquisa e disponibilizou R$ 9 milhões, escolhendo três centros de pesquisas, entre o Centro de Farmacologia da UFC.
LS/CG

Veja também