Professor Pinheiro ressalta dados da gestão petista nos últimos 10 anos
Por ALECE18/10/2013 15:00 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Professor Pinheiro (PT) rebateu, nesta sexta-feira (18/10), durante o primeiro expediente da sessão plenária, as críticas que o deputado Fernando Hugo (SDD) fez ao governo do ex-presidente Lula, em comparação com a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O parlamentar lembrou que, há pouco tempo, o PSDB tinha a maioria dos deputados da Casa, e hoje não resta nenhum. “Antes ditavam as regras, e me parece que hoje todos pularam do navio”, declarou. Ele afirmou que o projeto tucano era atender aos ricos e o dos petistas, à população mais carente.
O deputado comparou as denúncias do mensalão sofridas por integrantes do PT com os indícios de corrupção com a administração do PSDB em relação às obras do metrô de São Paulo. Segundo o parlamentar, o legado deixado pelos tucanos durante a gestão foi o da pobreza.
Professor Pinheiro citou dados sobre a situação do Brasil antes e depois do governo Lula. “Em 2002, o FMI vinha ao Brasil e impunha regras. Hoje somos credores do FMI”, exemplificou. O deputado falou ainda de programas nacionais que se transformaram em exemplos de políticas públicas de sucesso, como o Fome Zero. Disse ainda que, no governo de Fernando Henrique Cardoso, o salário mínimo correspondia a US$80, e hoje é mais de US$300. “A população não se engana mais. Ela tem senso crítico e sabe fazer a separação daqueles que fizeram programas e ações a favor do povo brasileiro daqueles que atuaram a favor dos banqueiros”, disse. Em aparte, o deputado Carlomano Marques (PMDB) disse que é preciso considerar alguns pontos, como o fato de que, no governo de Fernando Henrique, foram registradas 96,4% das crianças na escola e, no governo Lula, apenas houve o complemento com 1,8%. O parlamentar disse ainda que o governo gastou R$180 bilhões com o Bolsa Família e, no mesmo período, menos de R$70 milhões com saúde e e
ducação.
O deputado Professor Pinheiro contestou os dados apresentados por Carlomano e afirmou que é preciso avaliar a proporção dos investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do País. “O Bolsa Família pensa nas gerações futuras porque, para receber o benefício, a família precisa manter o filho na escola e com a saúde em dia”, afirmou. O parlamentar lembrou ainda que o benefício conseguiu evitar que as famílias que sofrem com a estiagem no Nordeste precisem migrar para os centros urbanos.
HS/JU
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