Professor Teodoro destaca renúncia de Bento XVI
Por ALECE20/02/2013 14:29 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Professor Teodoro (PSD) abordou a renúncia do papa, na sessão desta quarta-feira (20/02), durante o primeiro expediente. De acordo com o parlamentar, Bento XVI exerce um trabalho proeminente na Igreja Católica. “Se renuncia por questões físicas, é uma demonstração de grandeza de espírito”, ressaltou o parlamentar.
Para Teodoro, Bento XVI foi iluminado pelo Espírito Santo, porque ninguém abandonaria uma posição de tanto destaque, renunciando a benesses, se não fosse por uma razão maior. O deputado lembrou o passado do pastor Ratzinger, que tem uma vida dedicada ao sacerdócio.
Segundo Teodoro, Joseph Ratzinger serviu como fiel observador dos postulados da Igreja, desde que foi designado por João Paulo II em 1981, como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que manteve até ao falecimento do seu predecessor. Foi designado cardeal-bispo da Sé Episcopal de Velletri-Segni em1993, e tornou-se Decano do Colégio dos Cardeais em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Participou do Conclave de agosto de 1978, que elegeu o Papa João Paulo I, e do conclave de outubro desse mesmo ano, que resultou na eleição de João Paulo II.
A renúncia anunciada em pleno Carnaval surpreendeu o mundo, de acordo com o deputado, rompendo com tradição de seiscentos anos sem renúncias papais. “Ele dá demonstração de desapego e humildade. Só quem entende os percalços da travessia consegue enxergar o espiritual além material”, frisou.
De acordo com Teodoro, o papa Bento XVI consolidou o trabalho de seu antecessor e avançou na abertura da Igreja, reaproximando cleros cismáticos, que voltaram para o seio da Santa Igreja. “Longe do carisma de João Paulo II, Bento XVI se destaca em três aspectos: o administrador Joseph Ratzinger, arcebispo de Munique, Alemanha; o apurado intelectual, no topo entre os teólogos contemporâneos; bom escritor, tanto no estilo quanto na reflexão”, acentuou.
Para Teodoro, Bento XVI dá, também, uma demonstração do que foi sua vida em defesa dos valores fundantes da Igreja, que têm a vida como foco. O deputado considerou, ainda, que apesar da forte pressão, o papa Bento XVI não atendeu aos apelos, apontando para um mundo cada vez mais relativista, em que a própria vida é banalizada. “Bento XVI se pronunciou e pediu a seus sacerdotes que enfrentassem o debate contra o casamento gay, que muitos defendem que a Igreja aceite. Impensável, segundo os postulados da Igreja. Assim como sua defesa da vida, enfrentando forte lobby que prega a legalização do aborto”, pontuou.
O parlamentar lembrou que, na quarta-feira de cinzas (13/2), o papa celebrou sua última missa aberta ao público para marcar o início da Quaresma, como preparação da Páscoa. Mais uma vez, sua mensagem foi de união. “Segundo ele, o caminho penitencial da Quaresma não deve ser feito sozinho pelo cristão, mas juntos, irmãos e irmãs, na Igreja. Depois de citar as divisões do corpo eclesial, falou da necessidade de fortalecimento da Igreja e de superar individualismos e rivalidades em sinal de humildade”.
JS/CG
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