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Professor Teodoro manifesta apoio à Marcha pela Vida contra o aborto

Por ALECE
08/10/2013 14:24 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Prof Teodoro (PSD) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Professor Teodoro (PSD) apoiou, nesta terça-feira (08/10), durante o primeiro expediente da sessão plenária, a Marcha pela Vida, realizada no último domingo (06/10), na avenida Beira Mar. A iniciativa é do Movimento em Favor da Vida (Movida) e do Comitê Cearense da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto. De acordo com o parlamentar, a marcha contra o aborto deste ano teve como tema o Estatuto do Nascituro, projeto que tramita na Câmara dos Deputados há mais de cinco anos. “O objetivo é garantir o direito à vida do ser humano desde sua concepção”, assinalou.

O deputado lembrou que existe outro movimento no Congresso que flexibiliza a atual legislação para facilitar a prática do aborto, ampliando as exceções previstas. “Embora eu me paute por questões espirituais e religiosas, o combate ao aborto é uma questão que transcende a religiosidade. A defesa da vida, como bem absoluto, é uma questão primeira da ética. A sociedade que permite o homicídio, mesmo ainda dentro do ventre materno, não tem sustentabilidade”, declarou.

Para Professor Teodoro, o direito à vida é inalienável. Ele afirmou que o aborto atinge o primeiro artigo da Declaração dos Direitos Humanos: “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. “Ora, com o aborto, a pessoa não tem direito sequer a nascer”, disse.

O parlamentar citou o padre Clairton Alexandrino, que declarou que a mulher, quando grávida, não é dona de seu corpo, e sim uma hospedeira de outra vida. “É claro que defendemos que cabe à mulher a opção pela maternidade. Uma vez, porém, que tenha engravidado, não será mais um só corpo. Ela passa a ser a depositária fiel do novo ser que está vindo”, acrescentou o deputado.

Professor Teodoro afirmou ainda que foi com o surgimento do Cristianismo e com o combate ao aborto que se deu dignidade à mulher. “Durante o Império Romano, o aborto era prática comum, mas a decisão cabia ao marido”, lembrou. Ele disse que ainda hoje esta é uma realidade, e muitos dos abortos são praticados por iniciativa e pressão do companheiro. “É bom refletirmos mais sobre essas situações. Se aprovarmos o aborto, é demonstração do tipo de sociedade que queremos. Mas pode representar muito mais opressão para as mulheres”, concluiu.
HS/AT

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