Rachel Marques critica condenação de Lula
Por ALECE13/07/2017 16:12 | Atualizado há 10 meses
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A deputada Rachel Marques (PT) comentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (13/07), a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ela criticou a decisão do juiz Sérgio Moro, e afirmou que a condenação foi feita sem provas.
A parlamentar ressaltou que a cobertura triplex no Guarujá, pela qual o ex-presidente foi condenado, já foi confirmada como propriedade da Construtora OAS, e que está sob posse da Caixa Econômica Federal, como garantia do pagamento de dívidas da construtora.
Rachel Marques disse que a condenação de Lula é uma continuidade do golpe político que retirou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil, e cujo próximo passo é retirar Lula da disputa presidencial de 2018. “Lula é o favorito nas pesquisas de opinião, porque o povo sabe e reconhece o projeto de desenvolvimento que implantou no Brasil”, assinalou.
Para a parlamentar, Lula sofre uma perseguição sem paralelo na “história brasileira”. “Inaceitável que nessas circunstâncias o sistema de Justiça avance em evidente ação política, ao condenar um inocente com objetivo de interferir na disputa política”, frisou.
De acordo com o deputado Moisés Braz (PT), o que revolta é que “Lula não está sendo perseguido pelo que deixou de fazer, e sim pelo projeto de desenvolvimento que beneficiou as minorias”. “É papel nosso explicar à sociedade o que está acontecendo”, disse em aparte o parlamentar.
Já o deputado Renato Roseno (Psol) esclareceu que faz oposição a Lula e ao governo petista, “mas de forma democrática”. O parlamentar reforçou que continuará crítico e sem concordar com estratégias que transformem a política em guerra judicial.
Renato Roseno considerou que a decisão de condenar Lula tem “claro objetivo de desviar o foco das denúncias contra o presidente Michel Temer e da aprovação da Reforma Trabalhista pelo Senado Federal”. “Queremos vencer, mas na democracia. Transformar política em guerra judicial é ir contra a democracia”, apontou.
PE/AT
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