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Rachel Marques destaca participação em seminário internacional de mulheres

Por ALECE
07/02/2014 15:10 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Rachel Marques (PT) - Foto: Maximo Moura

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (07/02), a deputada Rachel Marques (PT) destacou sua participação, como membro do Comitê Executivo da Rede de Mulheres Parlamentares das Américas, no seminário sobre o 20º aniversário da Declaração e Plataforma da Ação de Beijing. Organizado pela ONU Mulheres, o evento ocorreu na cidade de Quebec, de 21 a 22 de janeiro de 2014.

Segundo a petista, depois da Declaração de Beijing, aprovada em 1995,  muitos avanços ocorreram, inclusive no Brasil, que passou a ter a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, buscando a igualdade de gênero e formas de combater o preconceito e a discriminação. “Tivemos a criação da Lei Maria da Penha, sancionada em 2007 pelo ex-presidente Lula. Medida importante, pois tem como objetivo coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher”, acrescentou.

Rachel Marques acrescentou que teve a oportunidade de levar os avanços obtidos no País ao seminário, ressaltando, no entanto, que ainda são insuficientes. Lembrou da baixa participação das mulheres nos parlamentos e disse que deve haver “igualdade de presença e não domínio masculino nestes espaços”.

 Na oportunidade, apresentou  ainda os altos índices de violência contra a mulher, uma das maiores preocupações do Governo brasileiro. A parlamentar informou que um estudo da Organização Mundial de Saúde aponta que o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking dos países com mais crimes praticados contra mulheres. “Levamos o relatório do Mapa da Violência, onde a taxa de feminicídio no Brasil é de 4.4% para cada 100 mil mulheres.” Rachel Marques destacou que o Espírito Santo possui a maior taxa, com 9,8 homicídios para cada 100 mil mulheres.

A parlamentar destacou que obstáculos institucionais, econômicos, socioculturias desfavorecem a participação feminina na vida eleitoral. “Meu partido deu exemplo importante que é a garantia de 50% em todos os espaços e direções partidárias, seja em nível federal, estadual ou municipal, garantindo a equidade de gêneros”, pontuou.

Em aparte, o deputado Antonio Carlos (PT) assinalou que a pauta é importante, no sentido da necessidade de combater o preconceito, a opressão e a desigualdade de gênero. “O PT foi o primeiro a estabelecer cota de gênero. São avanços importantes para que a sociedade passe a refletir sobre a situação”, afirmou.

LS/AT

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