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Renato Roseno comenta participação em simpósio de criminologia na Suécia

Por ALECE
23/06/2017 13:48 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Renato Roseno Deputado Renato Roseno - Foto: Máximo Moura

O deputado Renato Roseno (Psol) relatou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (23/06), a participação do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência da Assembleia Legislativa no Simpósio Internacional de Criminologia de Estocolmo, na Suécia.

O parlamentar ressaltou que o encontro, caracterizado por ser um dos maiores eventos acadêmicos de pesquisa na área de criminologia, apresentou diversos trabalhos sobre a criminologia no mundo ocidental. “Aqui, no Brasil, ostentamos um dos maiores índices, e Fortaleza ocupa uma das piores posições em níveis nacionais em crimes”, lamentou.

Renato Roseno observou que os países da Europa oscilam entre 0,9 e 1,2 homicídios no ano para cada 100 mil habitantes. “No Brasil, são 29 homicídios para cada 100 mil habitantes/ano. No Ceará, são 52 homicídios no ano para cada 100 mil habitantes e, em Fortaleza, 81 homicidios para cada 100 mil habitantes. Foi difícil as pessoas acreditarem nos nossos índices, que superam números de mortes de países em guerra”, assinalou.

O deputado frisou que, em números de encarcerados, o Brasil ultrapassa os 600 mil. Para o parlamentar, o País errou bastante na área da segurança pública. “Aqui se prende muito, julga-se pouco. Geramos pessoas mais violentas com o nosso sistema”, revelou.

O parlamentar pontuou ainda que diversas pesquisas apresentadas no evento mostram que a prevenção da violência começa no cuidado com as famílias e comunidades, universalização dos serviços, além de investimentos na universalização da educação infantil. “Os nossos gestores falam de policiamento ostensivo, e não apresentam um plano nacional com inteligência e valores estratégicos”, acrescentou.

Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PSD) parabenizou o parlamentar pela presença no simpósio e ressaltou a importância da educação infantil como base para minimizar a violência. “Quando o deputado fala que a educação infantil é a resolução dos problemas para a violência, isso soa óbvio, porém distante. Com certeza, acredito que a educação é a cura para a corrupção, saúde e demais problemas, como a violência”, afirmou.

GM/AT

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