Renato Roseno comenta vitória expressiva do Psol nas eleições
Por ALECE04/10/2016 13:47 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Renato Roseno (Psol) ressaltou, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (04/10), a vitória dos candidatos do Psol nas eleições municipais. De acordo com o parlamentar, o partido teve votações expressivas, elegendo 53 vereadores e dois prefeitos em todo o País no primeiro turno. Outros três candidatos ainda estão na disputa para o segundo turno no Rio de Janeiro (RJ), Belém(PA) e Sorocaba (RJ) . No Ceará, o Psol lançou candidaturas em 23 cidades.
Para Renato Roseno, o partido teve uma vitória forte, em meio a uma onda “conservadora e reacionária” na política. O deputado lembrou também de candidatos que tiveram grandes votações, mas não conseguiram vaga, por conta do sistema de proporcionalidade. “O bancário e guerreiro Ailton Lopes, candidato a vereador de Fortaleza, foi o quinto mais bem votado, e não conseguiu a vaga na Câmara. É injusto. Precisamos de uma reforma política urgente”, afirmou.
O parlamentar citou também o candidato a prefeito da Capital João Alfredo, que só teve direito a 66 inserções de propagandas, enquanto os candidatos de grandes coligações conseguiram até duas mil inserções. “Os demais candidatos apareciam mais em um dia do que o João Alfredo em 30 dias. Para completar, os debates na TV ignoraram o candidato, na tentativa de deixá-lo invisível”, criticou.
O deputado destacou ainda o crescimento dos votos brancos, nulos e abstenções no Brasil. “O povo mostrou o desalento com a política nas urnas. A população pede por uma reforma política a partir do povo, um grande movimento popular”, acrescentou.
Renato Roseno lembrou também das prisões que ocorreram durante as eleições. “A assessora da primeira-dama do Ceará foi presa, e esperamos uma palavra do líder do Governo na Casa”, disse.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) se solidarizou com o candidato a vereador Ailton Lopes, que, mesmo com grande votação, não conseguiu ocupar cadeira na Câmara dos Vereadores. “Ele foi o quinto mais votado e não entrou. É injusto, entendo que essa abordagem é errada e precisa ser mudada”, pontuou. A deputada também criticou o tempo de televisão, que teve uma distribuição injusta. “Alguns candidatos nem conseguiram apresentar as suas propostas, e isso prejudica a população, que fica sem saber como votar”, enfatizou.
GM/AT
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