Renato Roseno critica ação contra trabalhadores
Por ALECE08/03/2016 14:17 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Renato Roseno (Psol) afirmou, nesta terça-feira (08/03), durante o primeiro expediente da Assembleia Legislativa, que manifestantes do Movimento Sem Terra foram agredidos hoje, inclusive mulheres, em frente ao Palácio da Abolição. O parlamentar responsabilizou o Governo pelas agressões.
“As mulheres do MST estavam simplesmente levando uma pauta de reivindicações, como recursos para a saúde e a educação, além de outros direitos básicos. Jamais deveriam ter sido recebidas assim”, avaliou Renato Roseno.
O parlamentar também chamou a atenção para as declarações atribuídas ao ex-ministro Ciro Gomes sobre a existência de milícias na Polícia Militar. “Não podemos dar a essas declarações enorme gravidade, ao aspecto de que este ano é eleitoral. Estamos assistindo a agressões às instituições públicas e até delegacias de polícia, e precisamos investigar isso”, afirmou.
Com relação à condução coercitiva do ex-presidente Lula, Renato Roseno disse que a cena política nacional se transformou em uma “vendeta”. Segundo ele, é preciso investigar todos os indícios de crimes, “mas não se pode transformar isso em uma pirotecnia midiática.
Segundo o parlamentar, o principal erro do petismo é transformar o público em privado. “O mérito da operação Lava Jato é desbaratar um conluio entre empresas privadas e políticos. “Essa apropriação privada da coisa pública não começou em 2002. Mas a Justiça foi muito condescendente com os tucanos, que praticaram os mesmos desvios e nunca foram presos”, acrescentou.
Para o deputado, situação e oposição defendem a mesma política econômica em curso pelo atual Governo.
Em aparte, a deputada Rachel Marques (PT) revelou que tem acompanhado a manifestação das mulheres do MST. A petista explicou que a comissão do movimento será recebida pelo governador Camilo Santana, que “não tem orientado para a prática de qualquer agressão que possa ter acontecido”.
JS/AT
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