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Renato Roseno lamenta intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro

Por ALECE
20/02/2018 14:06 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Renato Roseno Deputado Renato Roseno - Foto: Máximo Moura

O deputado Renato Roseno (Psol) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (20/02), a intervenção federal no Rio de Janeiro, que transfere o comando das forças de segurança daquele estado para as Forças Armadas.

Segundo o parlamentar, a medida é para atrair marketing e acabar com a agenda negativa do Governo Federal. “Saiu uma nota na imprensa afirmando que o presidente Michel Temer recebeu marqueteiros para debater a intervenção no Rio de Janeiro. O Governo quer melhorar a sua imagem e a opinião negativa do povo”, assinalou

Renato Roseno salientou que o Governo Federal não queria assumir também a derrota da Reforma da Previdência. “Esse é um grande motivador para o controle militar no Rio. O Governo seria derrotado na Reforma, já é um Governo derrotado nas ruas e agora tenta enganar a população com um assunto sério, que é a segurança pública”, lamentou.

Para o deputado, o RJ vive um problema de crime de governança, tendo vários ex-gestores presos ou sendo investigados. “A corrupção tomou conta do estado, e o Governo Federal não quer enfrentar esse real problema, acovardando-se e brincando com o povo”, disse.

O parlamentar enfatizou também o problema do tráfico de armas, que, segundo ele, é bilionário e precisaria de um trabalho bem mais complexo para ser enfrentado. “Na segurança, falta inteligência, falta planejamento e falta estudo para entender a dinâmica dos crimes. Sobra reatividade. Render-se ao populismo penal é fácil, mas a melhoria é ilusão”, apontou.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) parabenizou o pronunciamento do parlamentar e ressaltou que trabalhar em cima do tráfico de armas seria uma das medidas de inteligência para a melhoria da segurança pública. “Todos os estados precisam de um trabalho de inteligência, planejamento, parceria e controle para enfrentar o crime”, defendeu.

GM/PN

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